Olá, senhores da blogosfera.
Rapaz, como essa bolsa subiu, hein. Eu só acompanho no fechamento, então este balanço foi feito antes do Laranjão resolver brincar de geopolítica e atacar o Irã. Não faço ideia de como o mercado reagiu depois. Dependendo do humor do mundo, pode ter sido só um soluço... ou um tropeço daqueles.
Estou muito próximo do milhão. Mas estou tentando não me iludir muito, porque tenho a sensação de que em breve a bolsa pode dar uma bela despencada. Intuição de investidor calejado ou puro pessimismo brasileiro, ainda não sei. Talvez os dois.
Minha aposta é que vou bater o milhão e, logo em seguida, o mercado vai resolver lembrar que gravidade existe. Aí vem a queda e provavelmente alguns meses até o patrimônio voltar a encostar nesse número simbólico de novo. Bolsa tem dessas. Quando você acha que entendeu o jogo, ela vem e mostra que você é apenas um figurante bem comportado.
Mas tudo bem. No momento em que eu atingir o milhão, pretendo escrever um post específico sobre isso. Quero registrar o que pretendo fazer dali para frente, os sentimentos ao cruzar essa marca e também dar uma olhada na corrida até aqui. Porque, no fim das contas, a graça não está só na linha de chegada. Está na quantidade de tropeços elegantes que a gente dá no caminho.
Como de costume, vamos ao fechamento.
Vida Financeira
O aporte do mês foi de R$10.521 Alexandrinos novos.
Esse mês houve uma valorização de 1,31% no geral. Em ações, a alta foi de 1,99%. Já os FIIs subiram 2,89%.
Tempos atrás, tanto as ações quanto os FIIs estavam praticamente todos no vermelho. Um verdadeiro festival de números negativos, coisa que faria qualquer investidor questionar suas escolhas de vida.
Está perto do balanço “perfeito” de 40% e 60%. Mas confesso que estou pensando em deixar 50% e 50% entre renda fixa e renda variável. Um meio de campo mais confortável para a minha cabeça.
Vamos ver se consigo manter isso, porque nem todo o dinheiro eu trago para o Brasil. Uma parte eu deixo lá fora e compro ações ou ETFs. O motivo é simples: é um dinheiro que não volta. Ou pelo menos não tem previsão de voltar.
Então já fica por lá mesmo, trabalhando em dólar e vivendo sua própria vida financeira. Considero quase como um cidadão estrangeiro no meu patrimônio. Ele mora fora, investe fora e aparece aqui só para dar notícia de vez em quando.
Vida Pessoal
Bom, mais um mês com a Maluca e tudo continua indo muito bem. O curioso é como ela é completamente diferente da minha ex. Além de ser minha mulher, ela também é uma ótima parceira de rolê. Vamos a bares, shows, viagens e sempre nos divertimos bastante. No fim das contas, acabamos funcionando muito bem como dupla de bagunça organizada.
Infelizmente, os problemas que rondam a vida dela não são exatamente dela. São heranças familiares, daquelas que ninguém pede, mas aparecem mesmo assim. Explico melhor.
Eu escuto, dou alguns palpites quando ela pede e sigo minha vida. Não há muito que eu possa fazer, e mesmo que houvesse, provavelmente eu também não faria muita coisa. Sou bastante individualista com a vida. Acredito que cada um precisa resolver seus próprios problemas. Nem na minha família eu me intrometo muito. Normalmente apenas observo, faço algumas análises mentais e sigo o jogo.
Minha namorada é uma ótima pessoa e nossa convivência é excelente. O grande problema está na família paterna dela, especialmente no pai. É uma família carregada de problemas que parecem vir se acumulando desde o avô. Abuso, filhos cheios de traumas, um histórico que parece se repetir geração após geração.
Até hoje eu não entendo como a mãe dela conseguiu, ou ainda consegue, suportar aquele sujeito. O homem é uma verdadeira âncora na vida das mulheres ao redor dele. Humilha, maltrata, quebra as coisas, deve dinheiro para meio mundo, tem o nome sujo, não tem casa própria, mora de favor na casa da cunhada e, mesmo assim, ainda arruma energia para causar mais destruição.
Tenho quase certeza de que vários dos problemas de saúde física da Maluca e da mãe dela nasceram nesse ambiente. Anos vivendo sob pressão, estresse constante e convivendo com alguém que parece dedicado a tornar a vida dos outros mais difícil.
Mas também penso o seguinte: a culpa não é apenas dele. Chega um ponto em que continuar convivendo com pessoas que te puxam para o buraco passa a ser uma escolha. Mesmo sendo pai, mãe ou qualquer outro laço de sangue. Sangue não deveria ser corrente.
Progredir na vida já é difícil por natureza. Agora imagine tentar avançar carregando nas costas pessoas que funcionam como uma âncora de navio. Não tem planejamento financeiro, disciplina ou terapia que compense esse tipo de peso.
De resto, tudo fluindo bem.
Até a próxima, senhores.

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