quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Ranking da Blogosfera - Setembro 2026

Ciclo referente aos fechamentos de setembro/2026

Terceiro fechamento oficial e, finalmente, o ranking mexeu: a Sou Poupadora (+7,49%) furou os R$500 mil e subiu de divisão, o Investidor Ansioso escorregou por R$3.298 para fora do "Um ser livre" e o Sr. Finanças Globais ressuscitou com a Solana e voltou a passar o Investidor Urbano. Também estreia na turma o The Kronos Trader, direto no 12º lugar. O Caminho Para o Topo não fez o fechamento de setembro (só a renda passiva) e leva um cartão amarelo: segue no 2º lugar com o saldo de agosto, mas o juiz está de olho. De resto, o clima foi de eleição, bets proibidas por canetada e um monte de gente reclamando do Brasil com o extrato no azul.


Ranking Geral

Adeus escravidão — Acima de R$ 5.200.000,00

Nenhum blog nesta faixa neste ciclo.

Um ser livre — Entre R$ 2.500.000,00 e R$ 5.200.000,00

Pos.BlogValor
1ºNeto Financista do Velho BarreiroR$ 4.852.734,00
2º🟨 Caminho Para o TopoR$ 3.623.282,79 (último fechamento: agosto)

Livrando das algemas — Entre R$ 1.000.000,00 e R$ 2.500.000,00

Pos.BlogValor
3ºInvestidor AnsiosoR$ 2.496.701,41
4ºMendigo InvestidorR$ 2.451.269,00
5ºInvestindo Desde 2012R$ 2.029.146,00
6ºCaminhando e PoupandoR$ 1.320.293,81
7ºMaluco Beleza FinançasR$ 1.135.935,00

No caminho da felicidade — Entre R$ 500.000,00 e R$ 1.000.000,00

Pos.BlogValor
8ºPoupador do InteriorR$ 795.711,32
9ºInvestidor +30R$ 645.817,46
10ºSou PoupadoraR$ 515.838,82

Subindo o primeiro degrau — Entre R$ 100.000,00 e R$ 500.000,00

Pos.BlogValor
11ºBilionário do ZeroR$ 261.989,73
12ºThe Kronos TraderR$ 246.526,10
13ºSoldado do MilhãoR$ 144.896,72

Amador — Entre R$ 0,00 e R$ 100.000,00

Pos.BlogValor
14ºSr. Finanças Globais~R$ 59.000,00
15ºInvestidor Urbano~R$ 43.168,00

Um ser livre — Entre R$ 2.500.000,00 e R$ 5.200.000,00

1º — Neto Financista do Velho Barreiro — R$ 4.852.734,00 (+1,55%, USD 936.785,00)

Mais um "duplo recorde", como ele mesmo diz: R$4,85 milhões e US$936 mil, com o dólar "comportado" ajudando, ou melhor, "não atrapalhando", que o homem é preciso até na gratidão. O post foi aquele cafezinho de sempre, curtinho: 3/4 do ano se foram, falta o último quarto, e o assunto virou saudade de bitcoin e dólar, com planos de reabrir a conta na Binance e torcer pra ela ter "resistido ao teste do tempo" (spoiler: ele mesmo acha que resistiu). Aproveitou pra dar um sinal de vida analítico, dizendo que sente a necessidade de mapear de onde vem cada variação dos investimentos "já simplificados", e logo corrigiu que "tenho" é muito forte, porque preguiça e patrimônio de R$4,8 milhões aparentemente convivem bem. Ainda notou que os vídeos de se mudar pro Paraguai sumiram da timeline dele e ficou na dúvida se a modinha passou ou se agora é o melhor momento de ir. Dessa vez, pelo menos, acertou o mês no título (09/2026): evolução digna de nota na carreira de errar numeração.

2º — 🟨 Caminho Para o Topo — R$ 3.623.282,79 (último fechamento: agosto; sem fechamento de setembro)

🟨 CARTÃO AMARELO: este blog não fez o fechamento de setembro/2026 até a data desta análise (15/10), então segue no 2º lugar apenas com o saldo do último fechamento (agosto: R$3.623.282,79), sem atualização. O único post do mês foi "Renda Passiva Setembro 2026", publicado com atraso em 11/10: R$13.147,46 de dividendos (R$8.816,03 de FIIs, R$1.061,47 de ações e R$3.269,96 de REITs e stocks), yield mensal dos FIIs de 1,01% e R$147.435,81 de renda passiva acumulada no ano. Ou seja, recebeu dividendo direitinho, mas na hora de mostrar o patrimônio sumiu, o árbitro ficou esperando o relatório e só viu o recibo do dividendo. Segurou o vice-lugar na confiança, porque o Investidor Ansioso, logo atrás, está a mais de R$1,1 milhão de distância e não ameaça ninguém. Este é o 1º mês consecutivo sem fechamento; ao completar 3 meses seguidos, cartão vermelho e fim de ranking.

Livrando das algemas — Entre R$ 1.000.000,00 e R$ 2.500.000,00

3º — Investidor Ansioso — R$ 2.496.701,41 (-0,13%; -R$ 3.303,18)

Quando a gente achou que ele tinha entrado pro clube dos R$2,5 milhões, a vida deu aquela rasteira: -0,13% no mês e o patrimônio fechou em R$2.496.701,41, ou seja, escapou da divisão "Um ser livre" por R$3.298,59, o preço de uns dois pacotes de pão de forma com a inflação do mercado. A culpa foi do mês ruim da carteira, apesar de um aporte pesadão de 34% da renda, o que é o equivalente financeiro de encher o balde furado. Pra piorar, o Ansioso fez jus ao nome e avisou que está com "alguns problemas pessoais (nada relacionado ao trabalho)", por isso nem quis se alongar e foi direto pros gráficos, fica aqui o abraço e a curiosidade de quem vive de fofoca. De bônus, perguntou se alguém tem contato do administrador de um site que listava os blogs da turma, porque a lista sumiu e ele não consegue mais acompanhar o pessoal por lá. Mantra de sempre: "trabalho, estudo e poupança".

4º — Mendigo Investidor — R$ 2.451.269,00 (+2,07%; rentabilidade informada: 2,15%)

Mês gordo, com rentabilidade de 2,15% (contra 1,09% do CDI), patrimônio em R$2,45 milhões e renda total de R$12.135,88 entre FIIs, previdência privada e Tesouro, o mendigo mais bem alimentado da blogosfera. Mas o assunto do post nem foi dinheiro: virou palanque. Começou com citação do Guizot sobre a justiça fugindo pela porta quando a política entra no tribunal, chamou de "bandidos e mafiosos" os ministros da corte suprema e detonou a canetada do Lula que proibiu as bets, descrevendo a situação com o capricho de quem já viu o filme: o governo vende uma permissão por 30 milhões, anula em menos de dois anos, fica com o dinheiro e ainda processa a empresa. Libertário de coração, ele até concorda que jogo merece desestímulo (tipo álcool e cigarro), mas acha a forma "bizarra", e aproveitou pra soltar que o governo "torrou 328 bilhões" esse ano pra ganhar eleição. Sobre o voto, o critério é um só e inegociável: "não votar em bandido", o que, segundo ele, já elimina quase todo mundo da lista. A meta de investimento segue a mesma: FIIs todo mês, Renda+ 2035 e reserva de emergência pra comprar o carro.

5º — Investindo Desde 2012 — R$ 2.029.146,00 (+1,15%)

Alta de 1,15% e patrimônio "oficial" de R$2,03 milhões, mês que ele mesmo resumiu como o contrário do anterior: "lá fora mal e aqui bem", com o Ibovespa subindo 5,03% e a carteira internacional caindo 3,15%, no melhor estilo gangorra. A parte engraçada continua doméstica: estourou em R$250 o limite de gastos de setembro e, de novo, jurou que a "era dos superávits" começa em outubro, promessa que já vimos no mês passado, ao lado do freezer e dos armários lotados que ele chama de "estoques gigantes". Sobre o cenário eleitoral, repete o mantra de que está "muito aberto, não vou especular", e declara-se "tranquilo e sem mudanças drásticas", a serenidade de quem tem 350% de valorização histórica em 14 anos e ainda reclama que o ano anda só na inflação. Se contar o que emprestou e a reserva de gastos, chega a R$2,25 milhões; o autor, porém, mantém o valor oficial, sem isso.

6º — Caminhando e Poupando — R$ 1.320.293,81 (+2,11%)

Gostou do fechamento, e com razão: +2,11% no mês, com a bolsa brasileira em alta e os títulos do Tesouro devolvendo uma parte do que tinham tirado, a tal carteira "forte em diversos cenários" funcionando como manda o manual, e o patrimônio foi a R$1,32 milhão. Mas ele não se empolga, avisa que a alta da bolsa pode ser momentânea porque "estamos em período eleitoral, os ânimos estão exaltados" e o mercado é um "misto de razão com emoção". O assunto mais saboroso do post, porém, é a seção de "observações cotidianas": ele tem uns parentes que só vivem se queixando da vida, e antes de visitá-los ele já se "blinda" porque sabe que vai ouvir "muita choradeira", na opinião dele, só vale falar que a situação está difícil se for pra pedir ajuda, e fica a suspeita de que é exatamente esse o objetivo da choradeira. Também acha que ficar dizendo que está muito bem é igualmente desnecessário. Resumo: o homem está rico e zen, mas a família ainda não ganhou a medalha de paciência.

7º — Maluco Beleza Finanças — R$ 1.135.935,00 (+2,58%; +R$ 28.576,00)

Alta de 2,58% (+R$28.576), patrimônio em R$1,14 milhão e a graça do mês: ele está com quase o dobro do que previa o planejamento original, que mandava ter uns R$678 mil nessa altura. O aporte de R$12.326 foi mais complicado do que parece: vendeu ações no Brasil, comprou lá fora e no fim a diferença virou míseros R$10 em ações; o resto foi 60% em renda fixa e 40% em FII, com a volta triunfal ao GGRC11 depois de muito tempo sem comprar fundo imobiliário. Na vida pessoal, três dias na casa dos sogros pra comemorar o aniversário da patroa foi um teste de resistência de quem acha que interação social só funciona com bebida, e o trabalho vai bem, mas ele anda esgotado porque abriu uma "sociedade" com o irmão, dono de um negócio sem metas, sem processos e sem clientes, além do projeto pessoal que já tem uns usuários. A abertura do post, claro, foi o desabafo habitual contra o Brasil: Justiça "comprada", bets canetadas e eleição de "bostas de sempre". Fecha pedindo pra votarem em quem acham que merece.

No caminho da felicidade — Entre R$ 500.000,00 e R$ 1.000.000,00

8º — Poupador do Interior — R$ 795.711,32 (+1,71%)

Rentabilidade de 1,71% (178% do CDI) e patrimônio a R$795 mil, impulsionado por um aporte recorde de R$57.068,25 vindo do bônus, metade numa LCI pós-fixada e metade no Tesouro IPCA+ 2040, o que tira o "mês bom" do campo do mérito e põe no campo do bônus turbinado. Os proventos de R$2.079,83 cresceram 403,8% sobre setembro de 2025, graças à BB Seguridade ter mudado a data de pagamento. A vida profissional é que não segue o mesmo ritmo: voltou das férias com mais projetos "extremamente problemáticos" herdados e já ameaçando o bônus do semestre, e o gestor adiou de novo a promoção, agora só em 1º de novembro por "governança", ou seja, mentiu sobre o prazo anterior, mas deu um ótimo feedback, que como todo mundo sabe não paga as contas. Na política, o economista amador reclamou do "Fla x Flu" eleitoral sem projeto de país de nenhum dos lados e da tempestade perfeita que pode vir com a queda dos royalties e o envelhecimento da população. Na academia, as férias o fizeram engordar pra 75,3kg, mas o supino segue em 15kg de cada lado.

9º — Investidor +30 — R$ 645.817,46 (+1,56%)

Patrimônio a R$645,8 mil e post atrasado de novo (12/10), com aquele pedido de desculpas padrão de quem diz "o importante é o registro". O destaque financeiro foi uma decisão que ele classifica como das mais difíceis desde que começou a investir: vender o BRCR11, fundo de laje que estava na carteira desde 2019 e em "quarentena" desde o fim de 2022, com 40% de prejuízo na cota, vacância sem melhora, dívida perigosa e administradora que não faz o mínimo pela transparência. O dinheiro foi distribuído conforme a alocação, com a maior parte indo pro MXRF11, que enfim estava com desconto, e o resto em fundos de laje e GGRC11. O aporte total do mês foi de R$7.742,61 (contra meta de R$4.000), dividido entre FIIs, ações e cripto, e os proventos de R$2.996,08 estão acima da meta mensal pelo 5º mês seguido, mas o ano ainda tá abaixo do de 2025. A melhor parte é a confissão pessoal: está investindo mais que o planejado e aproveitando mais a vida, Portugal, Serra da Canastra, Alter do Chão duas vezes, show do Eddie Vedder e réveillon em Mendoza, e a conclusão, depois de muito pensar, é que o dinheiro sobra porque o namoro acabou e as despesas caíram pela metade. Ou seja, o término do relacionamento foi o melhor investimento do ano.

10º — Sou Poupadora — R$ 515.838,82 (+R$ 35.950,10; +7,49%)

Surpresa do mês: 7,49% de crescimento (+R$35.950,10, sendo +5,88% só de rendimentos) e o patrimônio furou a barreira de R$500 mil, o que a leva da divisão "Subindo o primeiro degrau" direto pro "No caminho da felicidade", estreia na faixa com direito a bota nova. Nem aportou muito (R$7.311,11): foi basicamente a carteira trabalhando sozinha, enquanto ela, meses atrás, confessava ter se desligado do mercado, o que reforça a tese de que o melhor investidor é o que esquece a senha. A meta de 2026 foi revisada pra R$500 mil e já está 100% concluída em outubro, mas ela mesma avisa que a carteira deve ter "flutuações significativas" nos próximos três meses, ou seja, já se blindou psicologicamente caso o extrato resolva voltar a ser humano. Post rápido, quase sem vida pessoal: passou "rapidinho" só pra dar o resultado, e o Tesouro Renda+ rendeu R$9.490,74, a vida segue mais tranquila que a dos colegas que só falam de eleição.

Subindo o primeiro degrau — Entre R$ 100.000,00 e R$ 500.000,00

11º — Bilionário do Zero — R$ 261.989,73 (+3,96%; rentabilidade: 1,61% no Status Invest / 2,75% na planilha)

Fechou em R$261.989,73, a R$5,67 da meta de R$261.995,40, daquelas coincidências que o autor guarda como troféu: se fosse um tiro, tinha acertado o centro do alvo com a ponta do cabelo. A rentabilidade do mês foi de 1,61% pelo Status Invest e 2,75% na planilha dele, com ações (+3,57%) e Tesouro (+4,48%) bombando e o exterior perdendo 4,79% porque o Fed subiu os juros e derrubou XLRE e VGLT. No campo das opiniões, ele aproveitou a proibição das bets pra defender que deveriam acabar também com as loterias da Caixa, e previu combustíveis em disparada depois da eleição. Aportou R$3.030,29 no Tesouro Educa+ 2042 a 7,36%, reinvestiu proventos no IFRA11 e comprou LREN3, e ainda está namorando o PGBL como forma de reduzir o imposto de renda, se investir R$12 mil por ano, economiza R$3.300. Confessou, por fim, que esqueceu de usar a planilha nova (que é melhor) e continua na velha cheia de remendos: o clássico do brasileiro que paga o curso e não faz as aulas.

12º — The Kronos Trader — R$ 246.526,10 (+7,51%; +R$ 17.225,23)

Chega ao ranking já fazendo barulho: +7,51% (+R$17.225,23) no mês e patrimônio de R$246.526,10, bem no meio da divisão "Subindo o primeiro degrau", logo atrás do Bilionário do Zero. O motivo da alta é um samba do crioulo doido de fatores: o maior aporte do ano (verbas de férias), marcação a mercado da renda fixa com os juros caindo, bolsa bombando depois do primeiro turno e uma pequena queda das criptos, que, vale lembrar, já eram 19% da carteira (a renda fixa é 63%, ações 13% e FII 5%). Estreou no VWRA11, o primeiro ETF e a primeira exposição "oficial" ao exterior, e inventou a "reserva de oportunidade": quando fica na dúvida de onde aplicar, agora ele não faz nada, que é uma estratégia bem mais sofisticada do que parece. Fora da planilha, o clima é de layoff, colegas pedindo a conta, outros fazendo corpo mole, e ele, sentindo-se "otário", passou o feriado do dia 12 trabalhando para uma empresa que acabou de demitir gente, só pra passar o trabalho direitinho a um colega antes das férias. Ainda arrumou tempo de reclamar da "caixinha" do Nubank que virou fundo de investimento, e confessou a pior das vergonhas: nunca gostou de fundos e agora tem um bem na cara dele.

13º — Soldado do Milhão — R$ 144.896,72 (-1,10%)

Segundo mês seguido no vermelho: -1,10% e patrimônio de R$144.896,72, bem longe dos R$151 mil que ele tinha no fim de julho. A contagem regressiva de "91 dias pra acabar o ano" virou contagem regressiva pro "zero a zero final": os compromissos financeiros são de R$166 mil e o patrimônio investido cobre quase tudo, a diferença caiu de 28k pra 22k, ainda positiva. Trocou GSFI11 por TRFX11, vendeu IVVB11, vendeu o CNES11 com "excelente lucro" e já anuncia que vai pro GGRC11 (o FII da moda do mês, aparentemente). Os dividendos vieram na casa de R$1.100, o sétimo mês acima de mil, e ele chegou a fantasiar um "all in" em FIIs pra chegar nos R$1.500 mensais, mas teve que lembrar que alocação de ativos existe. A cereja do bolo: a renovação do seguro adicionou R$2.600 nos próximos meses, então agora ele precisa "amortizar R$244 por dia" pra zerar tudo, daqueles planos que só funcionam no Excel.

Amador — Entre R$ 0,00 e R$ 100.000,00

14º — Sr. Finanças Globais — ~R$ 59.000,00 (+45%; +R$ 19 mil)

Rebote espetacular: +45% (cerca de R$19 mil) e patrimônio perto de R$59 mil, graças principalmente à Solana, que subiu 17% no mês, a mesma aposta que tinha feito o blog despencar no ciclo passado. Só que a vida real continua uma novela: a fatura do cartão veio equivalente a 45 dias porque ele alinhou o cronograma de recebimento da empresa com o pagamento, e ainda avisa que em outubro entra uma compra de insumo de R$12 mil na fazenda, o que significa que a próxima queda já está agendada. Na vida pessoal, voltaram as brigas com a "Sra FG", ela é esquerdista, ele de direita, a eleição só piorou, e o ápice foi quando ela esqueceu de avisar que os pais estavam fora de casa e marcou encontro só no sábado de manhã: "next level", nas palavras dele. Na empresa, contratos que cessaram foram "A MELHOR COISA", ele contratou turma de design, posicionamento e TI, e na fazenda (atrasada pro plantio, a culpa é do pai, do cliente e do irmão) está montando fluxo de caixa e plano de 5 anos. Fecha com uma conta de que o S&P em reais valorizou 20x desde 2012 e que a fazenda da família não vale os R$10 milhões que isso renderia, ou seja, o investidor global está em guerra com a própria herança.

15º — Investidor Urbano — ~R$ 43.168,00 ("estagnou nos 43k"; ≈ +R$ 1 mil)

O título do "fechamento" continua sendo a fatura do mês, R$12.890,56 de despesas contra R$14.426,52 de ganhos, enquanto o patrimônio real, de ~R$43 mil (R$15.168 em MXRF11, R$12 mil no Mercado Pago e R$16 mil no Inter), "estagnou" com variação de míseros R$1 mil. Ele mesmo explica o motivo: aportou mais que isso, mas gastou tanto que acabou tirando do que tinha aportado, com a fatura do cartão ainda vindo de mais de R$5 mil. O negócio é que o gasto do mês teve contribuição romântica explícita (R$1.230 de celular novo "com fins" de ter uma namorada) e ele passou a classificar as mulheres com nota de 0 a 10: a ficante 7/10 se afastou, a ex 3/10 continua recebendo almoços e presentes "sem malícia", e agora ele está "em vias de namorar" uma 5/10, no que seria o primeiro namoro "válido" assumido nas redes. Teve ainda susto de apendicite que passou em dois dias e fez ele pensar em plano de saúde, aparelho dentário que só sai por particular, looks completos da Temu e Shein, e a convicção de que moto FZ15 aumentaria a autoconfiança com as mulheres, mas ele "quer saber de juros compostos". Meta de R$100 mil no fim do ano: já era.

E assim se encerra o fechamento de setembro/2026, com direito a ansioso derrubado da divisão por três mil reais, Solana reerguendo o último colocado, a venda do BRCR11 depois de anos de quarentena, um estreante trabalhando no feriado para uma empresa em layoff, uma contagem de notas de 0 a 10 para namoradas e todo mundo xingando as bets, o STF e o calendário eleitoral ao mesmo tempo. Quinze blogs ranqueados, um deles de cartão amarelo e nenhuma garantia de que o próximo mês terá menos política. Até o próximo fechamento!


Fonte: posts de fechamento mensal referentes a setembro/2026 (publicados entre 30/09 e 14/10/2026; o Caminho Para o Topo não fechou setembro e segue com o saldo de agosto, com cartão amarelo).

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Eleições 2026

E aí, senhores da Banalândia! Será que teremos como presidente um Bananinha?

Bom, essas eleições me surpreenderam. Parece que os brasileiros finalmente descobriram para que serve um senador. Foi um recado da população para os corrompidos do STF. Mas, sinceramente, acho que não vai acontecer muita coisa, não.

Eu acho o partido da sigla 22 tão corrupto quanto o 13. É só olhar para o RJ e ver quem são os políticos do 22 por lá. Também vale dar uma olhada em quem é o presidente do partido. Mas os brasileiros estão alimentando esse sonho de que os 22 terão a coragem necessária para fazer alguma coisa. Só precisam se lembrar de que o pai do Bananinha vetou a lei contra decisões monocráticas do STF e de que o próprio filho não assinou o pedido de impeachment de um juiz.

Por outro lado, a esquerda brasileira sofreu uma humilhação nunca vista antes. Isso deveria servir de recado para Lula e seus companheiros tomarem mais cuidado com o que dizem. Eles achavam que estava tudo certo, que viviam em um país lindo, cor-de-rosa, onde tudo funcionava perfeitamente. Mas a realidade bateu à porta e não quis saber de conversa.

Lula errou muito ao ficar ao lado daquele que agora é tratado como vilão, Alexandre de Moraes. Aliás, as entrevistas de Lula sempre me pareceram completamente fora da realidade. É sempre aquela história de defender os parceiros da sua máfia, dizendo que todos são pobres coitados, vítimas de um sistema cruel e injusto.

Lula é um cara muito ardiloso e safado. Mente tanto, mas tanto, que chega a acreditar nas próprias mentiras. Se continuar assim, daqui a pouco vai precisar contratar alguém para desmentir a própria memória.

O segundo turno vai acontecer, mas acho quase impossível uma virada. E, mesmo que ela aconteça, governar o país será uma tarefa praticamente impossível para o PT.

Do outro lado, vou acompanhar tudo comendo pipoca enquanto vejo os gados serem enganados pelo 22. Não acredito que teremos algum impeachment. Eles são covardes demais para isso. Espero estar completamente enganado, assim como estive em relação ao Tarcísio. Mas é melhor ser surpreendido quando algo de bom acontece do que criar expectativas e quebrar a cara depois, não é mesmo?

Se vier um governo do Bananinha, será muito perigoso por causa do poder que o 22 poderá acumular. Eles terão a oportunidade de fazer o que bem entenderem neste país, como se não houvesse amanhã. E, pelo andar da carruagem, talvez não aconteça absolutamente nada com ninguém. Afinal, neste circo chamado Brasil, o palhaço muda, o picadeiro continua o mesmo e quem paga o ingresso é sempre o povo.

Agora teremos aquelas discussões maravilhosas sobre quem vota no 22 ser burro e quem vota no 13 também ser burro. Uma verdadeira competição nacional para descobrir quem consegue defender o próprio político de estimação com mais fervor. O debate político brasileiro virou uma espécie de campeonato de gado, no qual cada lado tem certeza de que o outro está sendo conduzido ao matadouro, enquanto ignora o próprio caminho.

Mas enfim, vou acompanhar tudo isso com minha pipoquinha, porque, se tem uma coisa que a política brasileira oferece de graça, é entretenimento de péssima qualidade.

Ou teremos um debate e o Bananinha desmaiará, ou os nove dedos ficará reclamando que não haverá debate.

Façam suas apostas, senhores! Na Banalândia, a única certeza é que o espetáculo nunca acaba. E o ingresso continua sendo pago com o nosso dinheiro.

Atualização.

Não disse que o 22 são covardes. Nem postei direito o artigo e já vejo isso no UOL:



sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Fechamento de Setembro de 2026 R$ 1.135.935,00 ou +28.576,00 ou +2,58%

Mês muito complicado para essa Bananalândia.

Eu vou te contar: se antes a Justiça pelo menos ocultava todos os seus podres, agora ficou mais do que claro que “podridão” era apenas um bom elogio. É um caos, uma bagunça, uma podridão que eu nem sei mais como descrever. Me dá náuseas ver tudo o que está acontecendo.

Pense nesse país: políticos ladrões e podres, polícia misturada com bandidos, a Justiça sendo comprada. O que resta de nós? Pagar impostos?

Temo pelo pior depois das eleições. E se um juiz simplesmente caneta que o presidente eleito não está mais apto a ser presidente? Pronto. Acabou. E aí fazemos o quê? Vamos para a rua jogar pedra? Vamos pedir música no Fantástico?

E o presidente também resolveu dar uma canetada e acabou com as bets.

Ok, querer acabar com as bets é uma coisa. Mas do jeito que foi feito?

Eu sou totalmente contra não cumprir “contratos” acordados. Mas, pelo visto, o presidente e seu partido não gostam muito de “contratos”. É só lembrar do debate que ia acontecer na Globo, quando choraram para a corrompida Justiça para que não pudesse existir o tal do “púlpito vazio” do Ladrão.

Mas é isso. Este fim de semana tem eleição e, pelo que estou vendo, serão as mesmas bostas de sempre em todas as esferas: deputado, senador, governador, presidente.

Pode estar um lixo que, no fim, é no menos lixo que nós escolhemos.

Eu fico incrédulo quando vejo pessoas deixando de votar em determinado candidato só porque ele não tem chances de ganhar.

Cara, primeiro turno é para você escolher aquele que mais se aproxima do que você pensa. Foda-se se ele vai ter só o seu voto. No segundo turno você vê o que faz.

E outra: quem não vai a debate não merece ter o seu voto.

Vida Financeira

Do lado financeiro, foi feito um aporte de R$ 12.326,00. Vendi algumas ações aqui no Brasil, comprei ações na gringa e, no fim das contas, a diferença entre as operações deu um aporte de apenas R$ 10 em ações. O restante da grana foi dividido em 60% em renda fixa e 40% em FII.

Depois de muito tempo, voltei a comprar FII. Comprei tudo em GGRC11, um FII que já tinha na carteira e no qual estou aproveitando a queda para aumentar minha posição.

Aproveitei também para dar uma olhada no meu planejamento. Na época em que fiz a projeção, era para eu ter quase R$ 678 mil investidos neste momento. Mas estamos quase com o dobro do que estava previsto no planejamento.

Fico feliz pra caralho por estar tão além do esperado. Agora é continuar fazendo a minha parte e contando cada mês para chegar aos sonhados R$ 2,5 milhões, ou aproximadamente US$ 500 mil.

Bora de gráficos:

Vida Pessoal

Fui para o estado da patroa esse mês. Foi aniversário dela, passei três dias por lá e fiquei na casa dos pais dela.

Confesso que, para mim, sempre é um desafio ficar mais de cinco horas na casa de alguém. Agora imagina três dias. Eu já estava ficando desesperado.

Para mim, como vocês sabem, interação social e fazer sala são duas das coisas mais difíceis que existem. Só funciona quando bebo muito. Aí eu fico até simpático.

No trabalho, as coisas estão indo bem. Espero ficar por aqui por mais algum tempo, ou melhor, até me aposentar.

Confesso que não sei muito o que esperar do futuro por conta da IA. Está cada dia mais absurdo o que isso consegue fazer. O “Concurseiro Tardio” até comentou em uma postagem que nem sabe se dinheiro fará sentido com a chegada da IA. E eu confesso que, olhando tudo o que está por vir, também não sei mais o que vai acontecer conosco.

Talvez estejamos entrando em uma nova era para a qual simplesmente não estamos preparados, principalmente por causa da velocidade com que tudo está mudando.

Meu projeto pessoal também está começando a dar sinais de vida. Estou tendo alguns poucos usuários, mas isso já anima pra caralho, só pelo fato de existir alguém usando algo que você mesmo fez.

Também comecei uma “sociedade” com meu irmão. Ele tem um negócio próprio, mas não sabe muito bem gerir a empresa e é bem precário nessa parte. Então vamos dividir as funções: ele fica na parte que sabe fazer, que é a habilidade profissional dele, e eu fico responsável pelo gerenciamento, processos e marketing.

Está tudo uma bagunça. Ele não consegue clientes, não sabe gerenciar, não trabalha com metas e não tem processos definidos.

Estou trabalhando em três frentes nas últimas semanas e ando completamente esgotado: meu trabalho, meu projeto pessoal e, agora, essa sociedade.

Mas, ajustando tudo, acho que vai dar bom. Inclusive para ele, que nunca tem dinheiro.

É muito engraçado como somos diferentes.

Eu sou extremamente metódico. Gosto de números, de criar metas, processos e acompanhar tudo.

Ele é praticamente um cidadão brasileiro comum. Não sabe quanto ganha, quanto gasta, não cria metas para a empresa e vai levando.

Já são dez anos com a empresa e ele praticamente não saiu do lugar. É sempre correndo atrás do próprio rabo, sempre no desespero, sempre tentando apagar algum incêndio.

Vamos acompanhar essa nova novela.

De resto, é isso. Com a patroa está tudo muito ótimo.

Vou tentar falar sobre essa nova experiência no próximo fechamento ou fazer um post separado, para não deixar este aqui grande demais.

Até mais e votem em quem vocês acham que merece neste turno.







terça-feira, 22 de setembro de 2026

Brasil o país dos Heróis

"Até a Máfia tem etica"

Quando comecei a entender um pouco, ou talvez nada, de política, lá pelos meus 14 anos, eu adorava assistir a debates. Adorava sonhar com o futuro glorioso do país. Era praticamente a mesma sensação de quando você joga na Mega-Sena acumulada e começa a fazer planos mirabolantes com aquele dinheiro que, muito provavelmente, nunca vai existir.

Você paga o jogo para sonhar. Essa é a verdade.

Mas, enfim, voltando à política.

Vamos ser sinceros: o FHC, ou melhor, os responsáveis pela criação do Real, foram os primeiros grandes heróis brasileiros da minha geração. Afinal, conseguiram livrar o Brasil daquela aberração chamada hiperinflação. Depois, veio a reeleição e a vida seguiu.

Logo em seguida, começou a surgir por aí a história de que um homem que nunca tinha trabalhado de verdade, vindo lá do Nordeste, seria o grande Herói Nacional. O homem que iria enfiar a faca nos patrões, defender com unhas e dentes o pobre coitado do Trabalhador e, finalmente, colocar o Brasil nos trilhos.

Talvez tenham surgido outros heróis nesse intervalo. Minha memória não é tão boa assim para acompanhar toda essa produção industrial de salvadores da pátria.

Até que apareceu um tal de Sérgio Moro.

Moro prendeu o Herói dos Trabalhadores e, imediatamente, ganhou sua própria capa de herói. Mais um grande salvador nacional nasceu. O homem que enfrentaria os poderosos, acabaria com a corrupção e colocaria os criminosos atrás das grades.

Só que, alguns anos depois, o herói virou rato.

E virou rato graças a um novo herói que surgiu depois de um ato com milhares de outros heróis, que ajudaram a jogar a Escolhida para fora do Planalto. De repente, qualquer pessoa ligada ao partido do Herói dos Pobres passou a ser tratada como lixo nacional.

Era hora de um novo salvador.

E eis que surge, das profundezas do baixo clero, um novo herói brasileiro.

Dizia-se que ele seria o Herói da Moralidade. Agora sim! Acabariam os ratos, a corrupção, a velha política e todos os males do país. Nascia o Herói Anti-Sistema.

Claro que havia um pequeno detalhe: o sujeito passou anos mamando nas tetas da República.

Mas isso era apenas um detalhe. Afinal, heróis não precisam ser coerentes.

E não era apenas ele. Toda a família parecia ter encontrado seu próprio caminho para o maravilhoso mundo da política brasileira.

Então veio uma onda de vírus.

E o nosso Herói da Moralidade fracassou.

Talvez porque fosse atlético e viril demais, resolveu tratar o vírus como uma mera gripezinha, dessas que se resolvem com água. Nem precisava ser benta.

Nova eleição.

E o Herói dos Pobres e dos Trabalhadores derrota o Herói da Moralidade.

Os fiéis do Herói da Moralidade, inconformados com a derrota, fazem uma anarquia e, no meio de toda aquela confusão, nasce mais um herói brasileiro.

Dessa vez, não era apenas um herói.

Era o Rei de todos.

O Herói da Democracia.

E assim foram passando os anos, até descobrirmos que o Herói da Democracia talvez não tivesse exatamente tanto de democrático e republicano quanto seus fiéis imaginavam.

Mas não há problema.

Porque o Brasil é uma fábrica de heróis.

E agora surge mais um.

O Herói de DEUS!!!!


Enquanto os heróis são trocados, presos, desconstruídos, canonizados e depois novamente demonizados, o povo continua lá.

Infeliz.

Esperando pelo próximo salvador.

Acreditando que, dessa vez, finalmente apareceu alguém diferente. Alguém que vai colocar tudo no lugar. Alguém que vai acabar com a corrupção, salvar a economia, defender o povo, destruir os inimigos e, quem sabe, transformar o Brasil no país do futuro.

De novo.

E de novo.

E de novo.

A verdade é que toda vez que se cria um herói, alimenta-se um Coringa.

E o mais curioso é que, no Brasil, parece que nunca faltam heróis.

Nem Coringas.


Música


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

E se eu me aposentasse hoje

E se eu me aposentasse hoje

E aí, senhores, tudo bom com vocês?

Depois de passar alguns bons anos perseguindo o milhão, finalmente cheguei lá. E, como todo bom ser humano que acabou de conquistar alguma coisa, a primeira pergunta que vem à cabeça não é “o que eu faço agora?”.

É:

E se eu parar de trabalhar?

Calma, chefe. Não estou dizendo que vou pedir demissão amanhã, colocar uma bermuda, comprar uma passagem só de ida para a Bahia e passar o resto da vida tomando cerveja olhando para o mar.

Embora a ideia seja tentadora.

A questão é outra. Depois de acumular um patrimônio considerável, comecei a pensar em quanto tempo esse dinheiro poderia sustentar minha vida caso eu decidisse, por algum motivo, simplesmente não depender mais do meu salário.

E aí entra a famosa regra dos 4%.

Resolvi fazer uma pequena experiência usando os meus próprios números históricos de rentabilidade.

Peguei um patrimônio inicial de R$ 1.107.359 e simulei o que teria acontecido se eu tivesse me aposentado naquele momento e começado a retirar dinheiro da carteira.

A ideia foi testar duas maneiras diferentes de aplicar a famosa regra dos 4%.

E o resultado ficou interessante.

A famosa regra dos 4%

Para quem nunca ouviu falar, a ideia é relativamente simples.

Você acumula um patrimônio e, no primeiro ano da aposentadoria, retira 4% dele para viver.

Se você tivesse R$ 1 milhão:

R$ 1.000.000 × 4% = R$ 40.000

Ou seja, R$ 40 mil por ano, ou aproximadamente R$ 3.333 por mês.

A promessa implícita é que, mantendo uma carteira diversificada e uma taxa de retirada razoável, o patrimônio teria boas chances de durar por um período bastante longo.

Obviamente, não existe mágica.

O mercado pode cair, você pode viver muito mais do que imaginava, pode gastar mais do que deveria, pode aparecer um governo querendo “ajudar” seu patrimônio a evaporar e, principalmente, os retornos não aparecem de maneira bonitinha e organizada.

Por isso achei interessante fazer o teste usando os meus próprios rendimentos históricos.

Minha carteira contra a aposentadoria

Nos dados utilizados na simulação, os rendimentos nominais anuais foram:

Ano Rendimento
201611,19%
201712,56%
20185,46%
201911,90%
202011,13%
2021−2,75%
2022−3,58%
202319,08%
20246,72%
202512,52%

Como dá para perceber, não foi exatamente uma linha reta.

Tivemos anos bons, anos ruins, dois anos consecutivos de queda e depois um baita retorno em 2023.

Ou seja, é justamente o tipo de sequência que torna esse tipo de simulação interessante.

Parti de R$ 1.107.359 e comecei a retirar dinheiro todos os anos.

Só que fiz de duas maneiras diferentes.

Fórmula 1: sacar 4% do patrimônio todos os anos

A primeira é a mais intuitiva.

Todo começo de ano eu olho para o patrimônio e penso:

“Quanto temos aqui?”

Depois pego 4%.

Se tenho R$ 1 milhão, retiro R$ 40 mil.

Se no ano seguinte tenho R$ 1,2 milhão, retiro R$ 48 mil.

Se tenho R$ 800 mil, retiro R$ 32 mil.

É simples.

O problema é que a renda para viver fica variando conforme o patrimônio.

Ano Patrimônio inicial Retirada anual Retirada mensal Rendimento Patrimônio final
16R$ 1.107.359R$ 44.294R$ 3.69111,19%R$ 1.182.053
17R$ 1.182.053R$ 47.282R$ 3.94012,56%R$ 1.277.265
18R$ 1.277.265R$ 51.091R$ 4.2585,46%R$ 1.293.135
19R$ 1.293.135R$ 51.725R$ 4.31011,90%R$ 1.389.175
20R$ 1.389.175R$ 55.567R$ 4.63111,13%R$ 1.482.079
21R$ 1.482.079R$ 59.283R$ 4.940−2,75%R$ 1.383.626
22R$ 1.383.626R$ 55.345R$ 4.612−3,58%R$ 1.280.768
23R$ 1.280.768R$ 51.231R$ 4.26919,08%R$ 1.464.084
24R$ 1.464.084R$ 58.563R$ 4.8806,72%R$ 1.499.958
25R$ 1.499.958R$ 59.998R$ 5.00012,52%R$ 1.620.185

O resultado é interessante.

Comecei com R$ 1,107 milhão.

Durante os dez anos, retirei aproximadamente R$ 534 mil.

E mesmo depois de todas essas retiradas, terminei o período com aproximadamente:

R$ 1,62 milhão.

Minha retirada mensal, que começou em aproximadamente R$ 3.691, chegou a R$ 5.000 em 2025.

Nada mal.

Mas existe um problema.

Se eu estivesse realmente aposentado, eu provavelmente não gostaria de chegar ao supermercado em 2025 e descobrir que meu dinheiro de aposentadoria compra menos coisas do que comprava em 2016.

A inflação existe.

E é aí que entra a segunda versão.

Fórmula 2: os 4% corrigidos pela inflação

Essa é a versão que acho mais interessante.

No primeiro ano, continuo retirando 4% do patrimônio.

No meu caso:

R$ 1.107.359 × 4% = R$ 44.294

Ou aproximadamente:

R$ 3.691 por mês.

Só que no ano seguinte eu não olho novamente para o patrimônio para calcular os 4%.

Eu simplesmente pego os R$ 44.294 e corrijo pela inflação.

Se a inflação foi de 6,29%, a retirada passa a ser:

R$ 44.294 × 1,0629 = R$ 47.081

E faço isso ano após ano.

A ideia é manter o poder de compra da retirada.

Assim, se o patrimônio estiver subindo, ótimo.

Se estiver caindo, azar do patrimônio.

A aposentadoria continua recebendo sua correção pela inflação.

Ano Patrimônio inicial Retirada anual Retirada mensal Rendimento Patrimônio final
16R$ 1.107.359R$ 44.294R$ 3.69111,19%R$ 1.182.053
17R$ 1.182.053R$ 47.080R$ 3.92312,56%R$ 1.277.492
18R$ 1.277.492R$ 48.465R$ 4.0395,46%R$ 1.296.144
19R$ 1.296.144R$ 50.253R$ 4.18811,90%R$ 1.394.189
20R$ 1.394.189R$ 52.419R$ 4.36811,13%R$ 1.491.150
21R$ 1.491.150R$ 54.636R$ 4.553−2,75%R$ 1.396.966
22R$ 1.396.966R$ 60.133R$ 5.011−3,58%R$ 1.289.015
23R$ 1.289.015R$ 63.614R$ 5.30119,08%R$ 1.459.159
24R$ 1.459.159R$ 66.591R$ 5.5496,72%R$ 1.486.134
25R$ 1.486.134R$ 69.728R$ 5.81112,52%R$ 1.593.683

Aqui a coisa fica ainda mais interessante.

A retirada começou nos mesmos R$ 3.691 mensais.

Mas, graças à correção pela inflação, chegou a aproximadamente:

R$ 5.811 por mês em 2025.

Durante o período, foram retirados aproximadamente R$ 557 mil.

E ainda sobraram aproximadamente:

R$ 1,59 milhão.

Ou seja, depois de dez anos vivendo da carteira, eu ainda teria mais patrimônio nominal do que tinha quando comecei.

Mas qual das duas é melhor?

Calma.

Não vou cometer o pecado de transformar isso em uma competição de planilha e declarar um campeão.

As duas regras têm características diferentes.

Na primeira, retiro 4% do patrimônio todos os anos.

Isso faz com que minha renda acompanhe diretamente o tamanho da carteira.

Se o patrimônio cresce, posso gastar mais.

Se o patrimônio cai, tenho que apertar o cinto.

Na segunda, começo com os 4% e depois corrijo a retirada pela inflação.

Isso proporciona uma renda mais previsível em termos de poder de compra, mas coloca mais pressão sobre o patrimônio quando os mercados passam por períodos ruins.

E meus próprios números mostram isso.

Na primeira estratégia, terminei com aproximadamente R$ 1,62 milhão.

Na segunda, aproximadamente R$ 1,59 milhão.

A diferença não foi gigantesca.

Mas existe.

O detalhe que mais me chamou atenção

O mais interessante para mim não foi nem o patrimônio final.

Foi perceber quanto uma carteira de pouco mais de R$ 1 milhão poderia gerar para sustentar uma pessoa.

Começando com R$ 1.107.359, minha retirada inicial seria de aproximadamente:

R$ 3.691 por mês.

Com a correção pela inflação, essa renda chegaria a aproximadamente:

R$ 5.811 por mês em 2025.

E isso considerando apenas o patrimônio investido e os rendimentos históricos da minha carteira nesse período.

Agora vem a parte que me faz olhar para os meus próprios gastos e começar a fazer contas.

Se eu conseguisse manter minhas despesas próximas de R$ 5 mil a R$ 7 mil por mês, dependendo do estilo de vida, não estamos falando de um número completamente absurdo.

Estamos falando de algo que começa a parecer possível.

Não necessariamente hoje.

Mas possível.

E se eu realmente me aposentasse hoje?

Essa é a pergunta que fica.

Tenho pouco mais de R$ 1 milhão.

Se eu simplesmente parasse de trabalhar, provavelmente teria que mudar algumas coisas.

Não poderia continuar gastando como se meu salário fosse infinito.

Viagens teriam que entrar na planilha.

Restaurantes e bares também.

Carro, manutenção, saúde, casa e todos aqueles pequenos gastos que parecem insignificantes individualmente, mas que adoram formar uma quadrilha no final do mês.

E existe ainda um pequeno detalhe chamado:

eu gosto de continuar aumentando o patrimônio.

Depois de passar tantos anos correndo atrás do milhão, seria um pouco estranho chegar lá e imediatamente começar a correr na direção contrária.

Além disso, ainda quero chegar muito mais longe.

O milhão deixou de ser o destino final e virou apenas uma placa na estrada.

Então, por enquanto, a resposta é:

não, eu não vou me aposentar hoje.

Mas a pergunta ficou muito mais interessante.

Antes, eu pensava:

“Quanto preciso juntar para poder parar de trabalhar?”

Agora começo a pensar:

“Quanto tempo falta para o meu patrimônio conseguir pagar minhas contas sozinho?”

E existe uma diferença enorme entre essas duas perguntas.

A primeira coloca o trabalho como protagonista.

A segunda começa a colocar o patrimônio.

Talvez a verdadeira independência financeira seja exatamente esse momento em que você percebe que não precisa necessariamente trabalhar até morrer para pagar as contas.

O dinheiro começa a trabalhar no seu lugar.

E, sinceramente, depois de tantos anos trabalhando para ele, já estava na hora desse vagabundo começar a fazer a parte dele.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Ranking da Blogosfera - Agosto 2026

Ranking dos Blogs Financeiros — Setembro/2026

Ciclo referente aos fechamentos de agosto/2026

Segundo fechamento oficial do ranking, e o clima geral foi de "cada um no seu quadrado": quase ninguém trocou de posição em relação ao mês passado, com exceção de uma trocinha discreta lá no fundo do poço entre Investidor Urbano e Sr. Finanças Globais. Sinal de que agosto foi mais sobre viver a vida (com direito a reflexão sobre mortalidade, briga com a fazenda de café e freezer ameaçado por queda de energia) do que sobre reviravoltas no extrato.


Ranking Geral

Adeus escravidão — Acima de R$ 5.200.000,00

Nenhum blog nesta faixa neste ciclo.

Um ser livre — Entre R$ 2.500.000,00 e R$ 5.200.000,00

Pos. Blog Valor
1º Neto Financista do Velho Barreiro R$ 4.778.871,00
2º Caminho Para o Topo R$ 3.623.282,79
3º Investidor Ansioso R$ 2.500.004,59

Livrando das algemas — Entre R$ 1.000.000,00 e R$ 2.500.000,00

Pos. Blog Valor
4º Mendigo Investidor R$ 2.401.621,67
5º Investindo Desde 2012 R$ 2.006.228,00
6º Caminhando e Poupando R$ 1.285.073,49
7º Maluco Beleza Finanças R$ 1.107.359,00

No caminho da felicidade — Entre R$ 500.000,00 e R$ 1.000.000,00

Pos. Blog Valor
8º Poupador do Interior R$ 722.567,58
9º Investidor +30 R$ 635.927,71

Subindo o primeiro degrau — Entre R$ 100.000,00 e R$ 500.000,00

Pos. Blog Valor
10º Sou Poupadora R$ 479.888,72
11º Bilionário do Zero R$ 252.020,10
12º Soldado do Milhão R$ 146.507,21

Amador — Entre R$ 0,00 e R$ 100.000,00

Pos. Blog Valor
13º Investidor Urbano ~R$ 42.168,00
14º Sr. Finanças Globais R$ 40.000,70

Um ser livre — Entre R$ 2.500.000,00 e R$ 5.200.000,00

1º — Neto Financista do Velho Barreiro — R$ 4.778.871,00 (USD 921.193,00)

Segue tranquilamente no topo do ranking, e ainda por cima bateu recorde histórico em reais (R$4,78 milhões), o que é uma boa notícia se a moeda de referência da sua vida for o Real e não o dólar, porque em USD ele até perdeu o próprio recorde, cortesia da variação cambial. O post em si veio curtinho e quase sem falar de dinheiro: virou desabafo sobre cansaço com a política brasileira às vésperas da eleição, com direito à frase "não é possível que um ser humano honesto consiga defender a falência moral do atual governo" e confissão de que vai votar "bem triste", sem entusiasmo por ninguém. E repetiu a proeza de errar a numeração do mês no próprio post de novo, dessa vez até o corpo do texto saiu com "Fechamento do mês 7" em vez de 8, um recorde particular de desorganização que combina bem com o recorde de patrimônio.

2º — Caminho Para o Topo — R$ 3.623.282,79 (-0,45%)

Segue firme no vice-lugar do ranking geral, mesmo tendo fechado agosto no vermelho: -0,45%, com a carteira nacional e a internacional caindo praticamente de mãos dadas ladeira abaixo (-2,45% e -2,76%, respectivamente). Mas perder um mês desses é luxo de quem já garantiu o jogo: lucro acumulado de 44% na carteira nacional e 42% na internacional, ou seja, sobra gordura suficiente pra uma desvalorização dessas nem arranhar o sono. Do lado pessoal, o post seguiu o roteiro de sempre, mais tabela e gráfico do que vida real, e fechou com o mesmo mantra motivacional de todo mês: "a persistência e a determinação é o caminho para o topo". Resiliente até na falta de criatividade pra variar a frase de encerramento.

3º — Investidor Ansioso — R$ 2.500.004,59 (+4,88%) — subiu de divisão

Bateu a marca redonda e simbólica dos R$2,5 milhões com uma alta de quase 5% no mês, o suficiente pra cruzar a linha e estrear na divisão "Um ser livre", sobe de patamar sem sair do pódio, já que segue no mesmo 3º lugar geral de sempre, só que agora numa liga mais cara. A alta veio puxada por um combo gostoso de dólar mais forte, mercado internacional bombando e bitcoin subindo, ironicamente o tipo de mês que devia deixar qualquer ansioso mais tranquilo. Ele até aproveitou pra filosofar sobre juros compostos, dizendo que quanto mais tempo no mercado e menos giro na carteira, mais o dinheiro trabalha sozinho, sabedoria de quem já sofreu o suficiente pra aprender na marra. Só que a vida real não colabora tanto quanto o extrato: são 4 anos na mesma empresa e "desgastes que começam a doer", e mesmo com todo esse patrimônio ele reconhece estar "longe da FIRE", mas pelo menos sabe que saúde mental é linha vermelha inegociável, o que já é mais maturidade financeira do que a maioria tem.

Livrando das algemas — Entre R$ 1.000.000,00 e R$ 2.500.000,00

4º — Mendigo Investidor — R$ 2.401.621,67 (+3,53%)

Mês gordo (+3,53%) puxado por uma renda passiva de quase R$11.828 entre FIIs, aluguel e tesouro, provando que o nome do blog é ironia pura. Aproveitou o embalo pra escrever um textão comparando imóvel físico com FII usando um estudo de caso de 14 anos: quem comprou apartamento em 2012 chegaria a R$439 mil hoje, enquanto quem colocou a mesma grana em MXRF11 chegaria a R$626 mil, goleada do fundo imobiliário sobre o tijolo, o tipo de dado que separa churrasco de família em dois times. Meta pro resto do ano: aportar sem parar em FIIs e Tesouro Renda+ pra comprar carro, ambição rara nesse ranking de gente que só quer ver o patrimônio crescer sem gastar em nada.

5º — Investindo Desde 2012 — R$ 2.006.228,00 (+1,58%)

Passou a marca dos R$2 milhões "oficiais" com alta de 1,58%, mantendo o estilo zen de sempre mesmo estourando o próprio orçamento em R$853 no mês. O detalhe mais hilário do post nem foi financeiro: ficou preocupado com uma possível queda de energia que estragaria o freezer lotado, com prejuízo estimado entre mil e dois mil reais, a ansiedade do investidor de longo prazo às vezes mora nos detalhes mais domésticos possíveis. Sobre a eleição, repete o mantra "cenário muito aberto, não vou especular com isso" e segue "tranquilo e sem mudanças drásticas", já sonhando alto com outubro, quando promete iniciar a lendária "era dos superávits" pra recompor a reserva gasta com o freezer imaginário.

6º — Caminhando e Poupando — R$ 1.285.073,49 (+0,56%)

Mês de alta discreta (+0,56%), mas o financeiro ficou em segundo plano total num post pesado emocionalmente: descobriu que um criador de conteúdo sobre aviação que admirava foi diagnosticado com doença degenerativa sem tratamento e baixa expectativa de vida aos 59 anos, e ainda compartilhou a realidade difícil da própria mãe, que vive com paralisia, sonda e respiração assistida. Fechou o post com um "Memento mori!" e o conselho de aproveitar a saúde enquanto ela existe, o tipo de lembrete que faz qualquer variação percentual parecer pequena perto do resto da vida.

7º — Maluco Beleza Finanças — R$ 1.107.359,00 (+3,46%)

Boa alta de 3,46% no mês, mas o combustível real não foi rentabilidade e sim uma venda inesperada: se desfez da sociedade num salão de beleza depois que o sócio decidiu seguir outro emprego, tomando 40% de prejuízo no investimento mas evitando um desastre maior, dinheiro entrando de um jeito que ele nem esperava mais. Pra completar o mês apertado, fatura de cartão alta e gasto de viagem reduziram o aporte pra R$21.080. Segue no clima "setembro é o mês da corrida pro hospício" com a política nacional, sem grandes esperanças, mas pelo menos com o extrato levemente mais gordo.

No caminho da felicidade — Entre R$ 500.000,00 e R$ 1.000.000,00

8º — Poupador do Interior — R$ 722.567,58 (+1,53%)

Mais um mês tranquilo e acima do CDI (140,4% dele, pra ser exato), mesmo com os proventos desabando quase 48% no período, aporte de R$3.512,43 segurou as pontas. Fora da planilha, o economista amador dentro dele saiu pra cima de Lula sobre a dívida pública, argumentando que a comparação internacional simplifica demais o problema, e já vai se preparando mentalmente pra um ajuste fiscal que promete PIB mais fraco e desemprego subindo. No trabalho, mês difícil com projetos travados, mas férias à vista. E na academia, aceita numa boa que os 74,8kg não vieram acompanhados de ganho estético nenhum, corpo sem resultado visível é praticamente rito de passagem nesse ranking.

9º — Investidor +30 — R$ 635.927,71

Sem grande susto no mês, seguiu no ritmo de sempre: proventos acima de R$3.000 pelo quarto mês seguido (mesmo com a média anual ainda abaixo da meta inicial de R$3.175,89), aporte dividido entre ações e FIIs, mas com dor de cabeça pra rebalancear fundos imobiliários porque o ágio está travando tudo (P/VP acima de 1 em quase tudo que interessa). Algumas ações que chegaram a valorizar 100% recuaram pra "só" 30%, aquele tipo de lucro que ainda é lucro mas dói um pouco na comparação. Na vida pessoal, diz estar "bem", com duas viagens já planejadas pro resto do ano, sem drama nenhum dessa vez, o que é raro por aqui.

Subindo o primeiro degrau — Entre R$ 100.000,00 e R$ 500.000,00

10º — Sou Poupadora — R$ 479.888,72 (+R$ 23.761,97)

Confessa ter se "desligado completamente do mercado financeiro" nos últimos meses e ficou surpresa positivamente ao lançar os números na planilha e ver que mesmo no automático a rentabilidade veio boa, prova de que às vezes o segredo é não ficar checando o extrato toda hora. Credita a tranquilidade e o bom humor à receita simples de ETFs mais títulos IPCA+, disciplina sem drama. Fora das finanças, o assunto do mês foi o carro novo: consumo estabilizado em 10,63 km/l na cidade depois de quase 4 mil km rodados em modo econômico, porque parece que economizar é um estilo de vida que não fica só na carteira de investimentos.

11º — Bilionário do Zero — R$ 252.020,10 (+2,86%)

Post batizado "Agosto foi Top!", e o extrato confirma: alta de quase 3% no mês, entre rentabilidade de +1,63% e aportes de R$3.000 (R$1.000 em ações e R$2.000 em Tesouro/Nubank). Mais movimentado ainda foram os bastidores: criou um novo "Painel de Mercado" com indicador de amplitude, comprou mais 300 ações da Grendene (chegando a 1.000 no total), estreou em fundo de infraestrutura com as primeiras cotas de IFRA11 e ainda testou um resgate no Tesouro Educa+. Segue garimpando FIIs com ajuda de ChatGPT, prova de que até "bilionário do zero" delega trabalho pra inteligência artificial quando dá.

12º — Soldado do Milhão — R$ 146.507,21 (-2,98%)

Mês no vermelho (-2,98%) descrito pelo próprio autor como "caótico", com venda de GSFI11 e compra de TRFX11 no meio de uma reorganização de planilha que, segundo ele, atrasou até a publicação do post, ou seja, a bagunça financeira contaminou a bagunça da agenda também. Sem grande novidade de vida pessoal desta vez: o próprio processo de arrumar a casa (a planilha, não o apartamento) já tomou conta do mês inteiro, deixando pouco espaço pra qualquer outra fofoca.

Amador — Entre R$ 0,00 e R$ 100.000,00

13º — Investidor Urbano — ~R$ 42.168,00

Sobe uma posição no ranking geral só porque o vizinho de baixo (Sr. Finanças Globais) caiu mais forte, na prática, o "fechamento" dele continua fechando fatura de cartão, não patrimônio: título trazendo R$12.723,04 de despesas do mês, mantendo a mesma média de gastos de julho. Tivemos que juntar migalhas no corpo do texto (MXRF11, conta CDI no Mercado Pago e no Inter) pra chegar numa estimativa de ~R$42 mil investidos. Terminou de pagar o iPhone, reclamou do próprio gasto com app de transporte, compras online e restaurante, e chegou à conclusão sincera de que a meta de R$100 mil até o fim do ano está cada vez mais distante "por causa de despesas de relacionamento" — o nome do blog soa sofisticado, mas o patrimônio de ~R$42 mil ainda está no nível de quem começou a vida financeira ontem.

14º — Sr. Finanças Globais — R$ 40.000,70 (queda de ~R$9,5k / -19%)

Maior tombo percentual do ciclo: -19% no patrimônio, empurrando o blog pra lanterna do ranking geral. Parte da culpa recai sobre os "gastos exorbitantes com a fazenda" de café da família, aquele adversário recorrente de todo mês nesse blog, somado a uma aposta em Solana a partir de agosto que não rendeu o esperado. Ele mesmo reconhece dois problemas clássicos: dinheiro parado em conta corrente rendendo pouco e gasto de cartão de crédito subindo sem controle. Do lado bom, a empresa própria segue enxuta, sem despesas fixas com "funcionários sem graça" (nas palavras dele), e ainda sobrou tempo no mês pra casamento e despedida de solteiro(a), extrato no vermelho, agenda social nas alturas.

E assim se encerra o fechamento de agosto/2026, com direito a milionário confuso com o mês do próprio título de novo, freezer ameaçado por queda de energia, fazenda de café detonando patrimônio, dois lembretes pesados sobre mortalidade e um extrato que insiste em ser fatura de cartão. Catorze blogs, catorze histórias, quase tudo na mesma posição, mas ninguém disse que ranking precisa ter reviravolta todo mês. Se seu blog favorito ficou de fora, ou se você é blogueiro e quer entrar na próxima leva de fofoca financeira, é só aparecer nos comentários. Até o próximo fechamento!


Fonte: posts de fechamento mensal referentes a agosto/2026 (a maioria publicada entre 31/08 e 02/09/2026, com exceção do Bilionário do Zero, publicado ainda em agosto).

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Fechamento de Agosto de 2026 R$ 1.107.359,00 ou +37.045,00 ou +3,46%

Bom, mais um mês se foi e agora começa o mês da corrida ao hospício. Parece que vai ser a mesma coisa de sempre.

No último dia do mês, estamos acompanhando a grande ditadura do STF. Eu já disse: esse país está à beira do abismo. Parece que, a cada dia que passa, estamos caminhando em direção a uma catástrofe enorme. Eu não sei, mas me parece que, em algum momento, ou todos nós viraremos escravos (acho que já somos) ou teremos uma grande revolta popular.

Foi inaugurado o ranking da blogosfera. Confesso que gostei do resultado.

Vida Financeira

Esse mês foi bem ruim na questão econômica. O cartão estava alto + férias resultaram em pouco dinheiro para o aporte. A grande diferença foi uma receita não recorrente.

Lembram do salão que eu tinha? Pois então, a sócia resolveu não prosseguir mais devido a uma oferta de emprego em que o líquido mensal seria maior. Eu já ia fazer uma oferta para vender o salão para ela neste mês e acabou que os Deuses ouviram meu pedido. Então, foi pegar o pouco do saldo positivo que tinha para não sair tanto no prejuízo.

O prejuízo foi de 40%. Pelo menos não perdi tudo, mas, por outro lado, foi uma perda de 8k. Empreender neste país não é fácil, e eu sei disso porque tenho um outro projeto paralelo que vou tentar manter por mais um ano, mas talvez eu desista. Todo mês, na verdade, é um prejuízo para mim.

Dito tudo isso, graças à receita não recorrente, o aporte até que foi bom no fim das contas. Foram R$21.080,00 de dinheiros novos.

A carteira teve um rendimento de 1,46%, chegando a 6,34% de valorização no ano. Não está ruim, mas não está bom, está OK.

Notei que minha carteira de ações que estão na gringa já está quase o mesmo valor das ações no BR. Valorização no BR de 26%, na gringa de 34%.

Bora de gráfico



Vida Pessoal

Meu irmão foi à delegacia prestar depoimento sobre a alegação de estupro. Provavelmente, em breve teremos novas notícias sobre essa novela.

Fiz uma viagem para a Bahia com a Maluca. Foram dias incríveis. Apareceu uma promoção de passagens aéreas muito baratas e mudamos o destino. A viagem foi a costumeira viagem de férias. Precisávamos fazer essa pausa, pois nós dois estávamos enlouquecendo com o trabalho.

Mas confesso que, mesmo após as férias, nada mudou. Ando bastante desconfortável no trabalho, beirando ao desespero. Minha meta para a tão famosa FIRE é de R$2,5 milhões. Com os juros e, se eu conseguir me manter nesse emprego, provavelmente alcançarei esse valor em talvez 3 anos. Mas não sei se conseguirei. Cada dia está sendo tortuoso, mas vou aguentando o máximo possível.

Ao procurar por blogs, acabei me deparando com o blog da Aposentada aos Trinta e estou quase "zerando" o blog dela. Engraçado que ela começou a escrever após a aposentadoria, o que é raro, pois muitos escreviam durante o trajeto, mas não vi ninguém no pós-aposentadoria.

Devo admitir que o blog dela está me balançando muito a jogar tudo para cima. Mas, se eu seguir a regra dos 4% de retirada ao ano sobre o que tenho, daria um valor de R$3.666,66 por mês. É bem conservador, eu sei, mas o grande problema é ter só esse valor na velhice. Eu sei que o valor será corrigido, mas, na teoria, seria esse mesmo valor em termos de poder de compra daqui a 20 anos.

Esses 2 ou 3 anos a mais podem fazer toda a diferença e me levar a um valor de R$8.333,33 por mês. O que é um ótimo valor, seguindo a regra superconservadora dos 4%.

Obs.: Espero que, ao chegar nesse valor, eu não ache que R$8,3 mil seja pouco e queira dobrar a meta.

E o ranking foi ao ar em agosto, com os fechamentos de julho. Foi bom porque vi que existem alguns blogs sobrevivendo que eu não conhecia e que, em breve, vou começar a explorá-los. Gosto de ler desde o começo.