terça-feira, 19 de maio de 2026

O Milhão chegou, e agora?


Foi devagar, devagar, devagarinho.
Mentira. Foi bem antes do previsto. Nem eu acreditei quando olhei a planilha e pensei: “ué… isso aqui tá certo ou o Excel resolveu virar coach financeiro?”

Eu tenho uma aba no Excel do ADP chamada “Corrida do Milhão”. Nome humilde, discreto, sem pressão nenhuma psicológica. E nessa projeção toda bonitinha, o milhão seria atingido apenas em janeiro de 2030. O auge aconteceria no ano da próxima Copa do Mundo. Tudo muito simbólico. Enquanto o Brasil seria eliminado nas quartas, eu estaria comemorando patrimônio.

Mas o danado chegou antes.

Hoje olho para trás e vejo que minha carteira possui o magnífico, espetacular e horroroso rendimento histórico de 44,76%. Comecei a investir em janeiro de 2016. Foram 10 anos e 4 meses nessa brincadeira. Fazendo a conta, isso dá cerca de 4,47% ao ano.

Sim, é isso mesmo. Acho que até a poupança olhou meus números e falou: “pô amigão, aí também não”.

Mas a verdade não é tão simples assim. Dos 10 anos, 6 foram muito bons, acima de 11% ao ano. O problema é que os outros 4 anos resolveram entrar em campo completamente bêbados e destruir a média:
2018 -> 5,46%
2021 -> -2,75%
2022 -> -3,58%
2024 -> 6,72%

E durante boa parte dessa trajetória minha carteira era fortemente concentrada em ações. Aí veio pandemia, crise, empresa fazendo fraude, balanço criativo, CEO descobrindo que governança corporativa era opcional… o kit completo da bolsa brasileira.

Inclusive, investir em ações no Brasil é uma experiência maravilhosa. Você compra uma empresa sólida, lucrativa, líder do setor… aí do nada descobre que ela devia bilhões escondidos num armário igual episódio de Acumuladores.

Mesmo assim, olhando friamente, acho até que o resultado não foi tão ruim. Porque sobreviver uma década investindo no Brasil sem vender curso, sem virar trader de Instagram e sem postar foto dentro de Lamborghini alugada já considero uma vitória moral gigantesca.

Mas aí vem a pergunta: quanto vale de verdade 1 milhão hoje?

Segundo a calculadora do Banco Central, o milhão de 2016 corrigido pelo IPCA equivaleria hoje a aproximadamente R$ 1.676.000. Ou seja, tecnicamente eu cheguei no milhão… mas a inflação olhou pra mim e respondeu: “parabéns, agora falta mais um pouco”.

E sinceramente? Vale comemorar sim.

Eu fiquei feliz quando bati os primeiros 10k. Depois os 100k, e nesse eu fiquei feliz pra caramba mesmo. Porque cada etapa parecia impossível antes de acontecer. E agora, cada +100k que entra na carteira traz aquele sentimento silencioso de:
“caralho… talvez eu realmente esteja indo no caminho certo.”

Mesmo que o caminho tenha sido pavimentado com juros altos, ações derretendo e umas 37 crises econômicas no meio do percurso.

Mas o que mudou na minha vida?

Sinceramente? Ainda tô tentando descobrir.

É estranho olhar a conta e pensar: “caramba, eu realmente tenho 1 milhão”. Porque ao mesmo tempo que parece muito dinheiro, também parece que não é tudo isso. Principalmente quando você faz a ousadia absurda de morar no Brasil e consumir coisas radicais como comida, energia elétrica e existir.

Confesso que dá uma vontade gigantesca de parar de trabalhar. E olha… eu queria muito mesmo. Ainda tô na minha quarta década, tenho saúde e perder 9 horas por dia trabalhando ao invés de estar jogando alguma coisa me parece quase trocar seis por meia dúzia. Inclusive, jogar provavelmente me faria passar menos raiva do que reunião corporativa no Teams.

Eu sou praticamente uma criação moldada por videogame. Foram quatro décadas sendo treinado por RPG, MMO, FPS e jogo online tóxico. Meu cérebro claramente acha mais saudável passar 14 horas farmando item raro do que atualizando planilha no trabalho.

Mas a realidade é que 1 milhão ainda não traz aquela famosa liberdade financeira que vendem no Instagram junto com foto de helicóptero e frase motivacional.

O dinheiro hoje dá, no gargalo, exatamente o que preciso pra viver o mês. Meus gastos ficam entre 5k e 9k mensais. Sim, é bastante. E pior que nem me considero alguém luxuoso.

Tem cerca de 1k de faxina, porque depois de adulto você descobre que ou paga alguém pra limpar a casa ou aceita viver igual um goblin.
Uns 2k vão embora em bar e restaurante, porque infelizmente cozinhar todo dia é uma atividade muito superestimada pela humanidade.
Tem carro, seguro, gasolina, manutenção… mais 1k fácil. Inclusive, carro no Brasil não é meio de transporte. É uma assinatura premium de sofrimento.

A única coisa realmente “luxo” que tenho são as saídas pra bar e tentar manter uma alimentação minimamente decente. E olha que nem gasto tanto assim nisso.

Também gasto cerca de 1k por mês com corpo e saúde. Porque depois dos 30 anos o corpo começa a mandar boleto semanal. Você dorme errado e acorda lesionado igual jogador veterano voltando de pré-temporada.

Então no fim das contas, o que quero dizer é: 1 milhão não me trouxe liberdade financeira.

Trouxe conforto? Sim. Segurança? Bastante. Paz mental? Em alguns momentos.
Mas liberdade mesmo… ainda não.

E sendo bem sincero, tem outra coisa que bate na cabeça: quando eu ficar velho, provavelmente não vou conseguir viver numa “community” padrão Instagram gourmetizado tipo GardenvilleSP, onde todo mundo parece aposentado aos 43 anos porque vendeu startup de aplicativo de delivery de água alcalina.

A verdade é que o milhão parece muito mais uma placa escrito:
“Parabéns, você saiu do modo sobrevivência.”
Do que realmente:
“Parabéns, agora você está livre.”

E honestamente? Acho que perceber isso talvez tenha sido uma das partes mais estranhas dessa conquista toda.

E qual é a minha meta?

Pra ser honesto, a meta real sempre foi o famoso 1 milhão de dólares. Porque aí sim estamos falando de um dinheiro que compra algo extremamente raro hoje em dia: paz.

Com 1 milhão de dólares você consegue viver praticamente em qualquer lugar do mundo sem precisar participar da dinâmica maravilhosa chamada “segunda-feira às 08h da manhã”.

O problema é: isso ainda parece bem distante. Talvez distante o suficiente pra eu já estar careca quando chegar lá. Mais careca, no caso.

Então hoje eu penso muito em algo intermediário. Talvez meio milhão de dólares.

Porque existe uma diferença brutal entre “ter dinheiro” e “ter margem pra errar”.

A partir de uns 700k dólares, que hoje dá algo próximo de 3,5 milhões de reais, você começa a ganhar uma coisa absurda: o direito de fazer merda controlada.

Imagina só. Você tem 3,5 milhões e resolve pegar 500k pra investir em alguma ideia completamente questionável. Uma pizzaria, um pub, um bar temático, uma hamburgueria artesanal com nome em inglês e parede de tijolo… qualquer budega dessas que o brasileiro abre depois de assistir 3 episódios de Shark Tank.

E se der errado?

Vai doer? Vai.
Mas não vira um tiro na cabeça financeiro. No máximo um braço quebrado emocionalmente parcelado em 48 vezes.

Hoje, se você perde 500k, acabou a brincadeira. Você vira imediatamente CLT premium novamente, sorrindo em reunião e respondendo “bom dia pessoal” no Teams como se nada tivesse acontecido.

Mas com 3,5 milhões… você consegue sobreviver aos próprios erros. E isso muda completamente a relação com a vida.

Porque no fundo, acho que liberdade financeira não é sobre comprar Lamborghini, relógio de 200 mil ou virar coach de internet falando “trabalhe enquanto eles dormem”.

Pra mim, liberdade financeira é diminuir o medo.

Medo de perder emprego.
Medo de precisar aceitar qualquer coisa.
Medo de dar errado.
Medo de envelhecer preso num trabalho que você já não suporta mais.

E talvez seja por isso que eu queira tanto chegar nos 3,5 milhões o mais rápido possível. Não pela ostentação. Não pra parecer rico.

Mas simplesmente pra conseguir respirar sem sentir que qualquer erro da vida pode explodir tudo igual empresa listada na bolsa brasileira divulgando fato relevante às 19h de uma sexta-feira.

Meus medos

Meu maior medo sempre foi a velhice.
É por isso que eu junto dinheiro.

Tem gente que investe pensando em Ferrari, cobertura em Balneário Camboriú ou virar trader que acorda 10h da manhã falando “o mercado me paga para existir”. Eu não. Meu medo sempre foi outro.

Uma das coisas mais tristes que existem pra mim é ver uma pessoa muito idosa catando reciclável ou pedindo dinheiro na rua. Aquilo me destrói por dentro. Porque envelhecer já é difícil naturalmente. Envelhecer sem dignidade parece uma crueldade absurda.

E talvez isso tenha ficado tão forte na minha cabeça porque hoje vejo meus pais envelhecendo também.

Eles estão bem, têm saúde, mas a lógica da natureza é impiedosa: quanto mais velho a gente fica, mais o corpo começa a cobrar aluguel. Uma peça falha aqui, outra ali, exame vira rotina, remédio vira coleção.

E quando eles precisarem mais de mim, eu queria ter dinheiro suficiente pra ajudar de verdade. Sem precisar fazer conta antes de levar no médico. Sem pensar duas vezes em tratamento, conforto ou qualidade de vida.

Principalmente minha mãe.

Ela trabalhou a vida inteira, batalhou absurdamente e nunca teve um emprego realmente digno. Hoje, já idosa, cuida da minha vó, que é muito idosa. E aí você percebe como a vida às vezes consegue ser meio filha da puta com quem mais trabalhou.

Minha avó foi passada pra trás na divisão da herança pelos próprios irmãos. Ficou com uma terra ruim de vender, praticamente encalhada, e hoje poderia estar usufruindo desse patrimônio pra viver muito bem. Mas não. A realidade foi outra.

Agora os filhos dela, que também já estão idosos, precisam cuidar dela.

E isso me faz pensar numa coisa meio pesada que sempre passou pela minha cabeça:

Quando você fica velho, doente e começa a gerar gasto ou necessidade de cuidado… o sistema quer se livrar de você o mais rápido possível.

O governo não lucra mais com você.
Plano de saúde começa a te odiar silenciosamente.
A família se desgasta emocionalmente e financeiramente.

Agora pensa no contrário.

Imagina um idoso vivendo num retiro residencial de luxo, numa casa excelente, pagando caro, com atendimento premium, fisioterapia, enfermagem, alimentação boa e quarto com varanda gourmet.

Você acha que esse cara vira “peso”?

Nem ferrando.

A verdade brutal é que dinheiro compra dignidade na velhice. E talvez seja justamente isso que mais me assuste.

Outro medo recente que entrou forte na minha cabeça é a IA.

Porque sinceramente? Eu não faço ideia até quando vou continuar ganhando bem ou até quando minha profissão vai continuar existindo da forma atual.

No último ano a IA avançou numa velocidade completamente absurda na área de programação. O negócio saiu do “haha, olha que legal” pra “caralho, isso aqui já faz trabalho de gente”.

Por sorte, eu nunca fui só um dev puro. Sempre fui muito mais um cara de resolver problema de negócio, organizar solução, entender regra, apagar incêndio corporativo e tentar impedir empresa de cometer suicídio tecnológico em produção numa sexta-feira às 18h.

Mas mesmo assim… bate a dúvida.

Será que aguento mais 5 anos?
Será que a área muda completamente?
Será que salário bom vira artigo de luxo?
Será que vamos todos virar supervisores de robô igual NPC de ficção científica?

Não sei.

E talvez essa seja a pior parte.

Porque antes existia uma sensação de certeza. Você estudava, trabalhava, evoluía e parecia existir um caminho lógico. Hoje parece que o chão inteiro virou atualização beta.

E no meio disso tudo, guardar dinheiro acabou virando menos um sonho de riqueza… e mais uma tentativa desesperada de construir proteção contra um futuro que parece cada vez mais aleatório..

Para o futuro

Na minha cabeça, eu preciso de mais uns 5 anos mantendo o cenário atual para atingir os 3 milhões.

Agora vem a parte divertida: a planilha original dizia que eu chegaria nisso apenas em junho de 2042. Ou seja, daqui 16 anos. Basicamente uma eternidade. Dá tempo do Brasil lançar mais umas 4 moedas diferentes até lá.

Mas quando eu atualizo os números considerando o cenário atual — aportes de 12k por mês e rendimento médio de 0,7% ao mês — a coisa muda bastante.

Pela projeção:

  • 2 milhões chegariam em fevereiro de 2030
  • 3 milhões em dezembro de 2032

Ou seja… 10 anos antes da previsão inicial.

E aí você cai na maior armadilha psicológica dos juros compostos.

Levei 10 anos e 4 meses pra conquistar o primeiro milhão.
O segundo milhão viria em 3 anos e 9 meses.
E o terceiro em apenas 2 anos e 10 meses.

Depois que o capital começa a acumular, o negócio fica completamente absurdo. O dinheiro começa a trabalhar igual funcionário explorado em startup.

E aí fui fazer a besteira de olhar a projeção de 2042.

Segundo a planilha, eu teria a bagatela de 8,8 milhões de reais.

OITO. MILHÕES.

É muito maluco fazer projeção financeira. Porque no Excel tudo parece extremamente simples. Você coloca uns números, arrasta fórmula e pronto: aposentadoria milionária garantida.

A vida real obviamente olha pra isso e responde:
“calma aí campeão, deixa eu te apresentar uma crise global inédita rapidinho”.

Mas mesmo assim é curioso ver como a curva acelera.

Até uns 5 milhões, a projeção praticamente vira:
“parabéns, aqui está mais 1 milhão a cada 2 anos”.

Depois disso vira quase:
“bom dia, toma aqui mais 1 milhão anual”.

É completamente insano.

E sinceramente? Mesmo chegando lá, eu não tenho grandes planos de ostentação.

Não vou comprar Porsche.
Não vou trocar de casa pra morar em condomínio onde todo mundo parece traficante de criptomoeda.
Não vou usar roupa de grife parecendo NPC de Dubai.
E definitivamente não vou alugar mansão na praia com 5 garotas de programa igual jogador do Brasileirão em férias.

Minha vida provavelmente continuará extremamente mediana.

Vou continuar juntando dinheiro, vivendo relativamente simples e tentando chegar numa aposentadoria de verdade. Que pra mim talvez aconteça ali pelos 4,6 milhões. Se tudo der certo, isso viria em uns 10 anos.

Agora… se isso realmente vai acontecer?

Não faço ideia.

Meu pai queria se aposentar cedo também. Até hoje trabalha.
Minha mãe fala que não consegue ficar parada em casa.

Talvez porque eles nunca tenham desenvolvido hobbies. E isso é uma coisa que penso bastante. Porque eu tenho várias vontades guardadas na cabeça.

Tenho vontade de aprender música e montar uma banda. Mesmo que seja uma banda ruim tocando pra 12 pessoas num pub duvidoso numa quinta-feira chuvosa.

Tenho vontade de aprender pintura e fazer quadros sombrios, estranhos e perturbadores. Porque claramente meu cérebro sempre teve uma estética meio “filme europeu triste”.

Tenho vontade de fazer Educação Física e trabalhar com futebol.
Tenho vontade de estudar Psicologia também.
Tenho vontade de usar meu tempo pra fazer atividade física porque gosto, e não porque minha lombar ameaçou abrir um processo judicial contra mim.

Tenho vontade de comprar um motor-home e simplesmente sair viajando por aí, conhecendo cidadezinha de 2 mil habitantes onde o evento do ano é a Festa do Milho e todo mundo sabe a vida de todo mundo.

E talvez seja exatamente isso que eu queira comprar no futuro.

Não luxo.
Não status.
Não carrão.

Tempo.

Tempo pra experimentar versões diferentes da vida sem precisar acordar desesperado numa terça-feira pensando em boleto, reunião e meta corporativa inventada por alguém do LinkedIn.

No fundo, acho que a aposentadoria que eu procuro não é parar de fazer coisas.

É finalmente poder escolher quais coisas eu quero fazer.


Então é isso. Continuarei aqui, com você nessa batalha escrevendo cada mês mais um capítulo da minha vida. Os blogs ficaram raros, mas eu gosto de escrever e o melhor, gosto de revistar meu passado e ver quanta coisa aconteceu.



sexta-feira, 1 de maio de 2026

Fechamento Abril 2026 R$ 1.027.044,00 ou +31.021,00 ou + 3,11%

Tudo se começa com essa imagem pornográfica de tanto que deu tesão:


E eu pensei, ué.. deu algum bug.. aí eu lembrei que bati o tão sonhado milhão, meus amigos. Sim, aconteceu. Nem eu tô acreditando direito ainda.
Deu bom demais, aquela sensação de missão cumprida misturada com um sorriso de orelha a orelha.
Agora é outro jogo, né. Mas hoje eu só tô curtindo essa vitória mesmo.


Vou falar que a sensação foi estranha.. Esfreguei os olhos e estava ali, mais um dígito. Foi meio parecido a sensação quando cheguei nos 100k. Cara, que louco, que alegria. Vou escrever um tópico só sobre isso, e hoje focaremos no fechamento e no tradicional diário.

Bom, apesar de tudo, O STF virou praticamente um reality show de luxo: todo mundo acusa, ninguém perde o cargo e o prêmio é vitalício. Enquanto isso, a galera togada tá indignada com o corte dos “penduricalhos”. Imagina a dificuldade de sobreviver só com salário de cinco dígitos, né? Deve ser quase um experimento social. No fim, o povo assiste tudo de camarote, pagando ingresso obrigatório via imposto. E ainda dizem que o Brasil não investe em entretenimento.


Vamos aos números então.

Vida Financeira

Bom, com esses juros pornográficos aqui no Brasil e as ações dando aquela esticada marota, resolvi fazer um leve limpa nas ações. Passei a faca sem dó e zerei minha posição em Vibra Energia. Como tinha uns 24k lá, ainda dentro do limite pra escapar do leão, aproveitei e mandei tudo para renda fixa. Provavelmente em maio continuo nessa dança das cadeiras.
Com o dólar mais comportado significa uma coisa: resgatar o mínimo possível pra Alexandrinos e investir com força lá fora. E lá fora não tem muito mistério, é ação ou ETF e segue o jogo. Renda fixa gringa? Zero tesão. Aqui no Brasil os juros continuam fazendo um trabalho bem convincente, diga-se de passagem. Então basicamente a troca é: Vender ações em BR para pegar renda fixa aqui e novos aportes em ações nos States. Aliás, além do dólar baixo as ações também caíram bastante na gringa. 

Vida Pessoal

É senhores, será que acabou a magia?
Teve mais um episódio clássico por aqui. Aquela briga que começa do nada e, quando vê, já virou uma DR sem sentido.

A Maluca puxou a discussão e eu, dessa vez, só fiquei quieto. Não por falta de argumento, mas porque tem coisa que, se você rebate, só piora. Enquanto ela falava, eu tava na minha terapia interna, só analisando.

Até que veio a pergunta: “O que você me oferece a mais pra gente continuar junto?”

Na hora, pensei em tudo que eu ofereço: casa, estabilidade, contas organizadas, tranquilidade. Coisas que, querendo ou não, trazem segurança pra relação. E claro, também pensei no outro lado. “E você?” Mas isso ficou só na cabeça, porque certas respostas só servem pra explodir tudo.

Confesso que esse tipo de briga cansa. Vai dando aquela vontade de simplificar tudo e cada um seguir seu caminho.

E dias depois, veio outro capítulo. Ciúmes.

Do nada surgiu a ideia de que eu fico olhando outras mulheres. Não vou fingir também. Academia não é convento. É um ambiente cheio de mulheres maravilhosas, com aquelas roupas grudadas que nem no raio X seriam exibidas. Mas eu tô ali focado no treino, tentando terminar minha ficha com meu humor que faz qualquer palhaço de circo pedir demissão. Ainda assim, basta alguém parar na máquina da frente e pronto, vira problema. Resultado. Mais discussão por algo que nem aconteceu.

Seguimos, como dizia Xororó "Entre tapas e beijos" e em silêncio estratégico, pensamentos perigosos e treinos interrompidos pelo acaso.

E vamos sobrevivendo nessa nova Ditadura que vivemos. Até mês que vem e em breve escreverei o artigo do milhão.






terça-feira, 31 de março de 2026

Fechamento Março de 2026 R$ 996.023,00 ou +10.422,00 ou +1,06%

Olá, senhores da blogosfera.

É, não foi dessa vez que o 1 milhão veio. Bateu na trave. Faltou pouco, e o motivo foi justamente aquilo que já era esperado: a queda nos rendimentos da carteira.

Foram 12 meses seguidos de resultados positivos, o que, convenhamos, já estava quase estranho. A conta chegou. Neste mês, houve uma retração de 1,65%. Nada apocalíptico, mas o suficiente para adiar o tão simbólico momento do milhão.

E, claro, o mundo também não ajuda. Tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que dá a sensação de que estamos sempre a um passo de algum evento caótico global. O mercado, que não é bobo nem nada, sente isso antes de todo mundo e reage do jeito que sabe: puxando o tapete sem aviso prévio.

Seguimos. Porque, no fim, investir é basicamente isso: avançar dois passos, recuar um e fingir naturalidade.


Vida Financeira

Foi feito um excelente aporte neste mês, no valor de R$ 27.144,00 Alexandrinos. A origem dessa bolada foi uma bonificação da empresa, fruto dos lucros. Sempre bom quando o capitalismo resolve sorrir para o trabalhador.

Também realizei o resgate de um Tesouro Direto atrelado à Selic e direcionei o valor para a renda fixa. Mais especificamente, aquele clássico CDB de banco duvidoso, mas garantido pelo FGC. Um equilíbrio fino entre coragem e fé institucional.

Além disso, fiz compras em ações. Nesse caso, o motivo é o de sempre: nem todo o dinheiro que recebo eu trago para o Brasil. Uma parte fica lá fora, nos Estados Unidos, e acaba sendo investida por lá mesmo. O dinheiro basicamente decidiu tirar cidadania estrangeira e eu só aceitei.

Segue abaixo os relatórios.

Vida Pessoal

Eu e a senhorita Maluca tivemos nossa primeira DR. E, sinceramente, eu não entendo essa expectativa de que o sujeito aqui tenha poderes de adivinhação.

Já tivemos algumas conversas sobre isso e tínhamos combinado algo bem simples: comunicação direta. Se eu pergunto “quer que eu te leve?” ou “quer que eu faça isso?”, a ideia é receber uma resposta que reflita a realidade. Em alguns casos, eu ainda insisto na pergunta, e a resposta continua sendo “não precisa”.

Aí fica difícil ajudar, né. Se a resposta é “não”, eu respeito. Não tenho como adivinhar que, na prática, era “sim, mas quero que você descubra sozinho”.

A última DR foi justamente nessa linha. Ela esqueceu a garrafa de água e disse que não precisava voltar. Depois começou a reclamar que ficaria sem água e ainda puxou outras situações em que, novamente, tinha dito “não precisa”. Confesso que me estressei e trouxe à tona o combinado que já tínhamos feito sobre falar o que realmente quer.

Esse tipo de situação cansa. Ficar tentando interpretar sinal oculto, ler entrelinhas ou decifrar código emocional não é exatamente meu forte, nem algo que eu tenha interesse em desenvolver. Comunicação já é difícil sendo direta, imagina quando vira um jogo de adivinhação.

Ao mesmo tempo, eu entendo que isso não vem do nada. Ela tem uma dificuldade clara em desagradar as pessoas, algo que provavelmente foi moldado pela forma como foi criada. A influência do pai, como já comentei antes, deixou marcas bem profundas. É impressionante como uma pessoa consegue bagunçar a cabeça da outra por anos.

No fim, é ir ajustando aos poucos. Mantendo o que funciona e tentando corrigir o que desgasta.

No mais, está tudo indo muito bem. Tenho jogado bastante jogos de corrida online e me divertido bastante. Em breve, penso em dar um upgrade no setup, porque atualmente estou jogando em uma cadeira de praia. O desempenho pode até ser competitivo, mas a ergonomia definitivamente não acompanha.

Aliás, falando em cima de pessoas tóxicas em nossas relações, sugiro que dêem uma lida nessa matéria:

https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/03/26/lidar-com-pessoas-dificeis-acelera-o-envelhecimento-e-pode-piorar-doencas-cronicas-entenda-relacao.ghtml

quinta-feira, 5 de março de 2026

Fechamento de Fevereiro de 2026 R$ 985.601,00 ou R$ +23.298,00 ou +2,42%

Olá, senhores da blogosfera.

Rapaz, como essa bolsa subiu, hein. Eu só acompanho no fechamento, então este balanço foi feito antes do Laranjão resolver brincar de geopolítica e atacar o Irã. Não faço ideia de como o mercado reagiu depois. Dependendo do humor do mundo, pode ter sido só um soluço... ou um tropeço daqueles.

Estou muito próximo do milhão. Mas estou tentando não me iludir muito, porque tenho a sensação de que em breve a bolsa pode dar uma bela despencada. Intuição de investidor calejado ou puro pessimismo brasileiro, ainda não sei. Talvez os dois.

Minha aposta é que vou bater o milhão e, logo em seguida, o mercado vai resolver lembrar que gravidade existe. Aí vem a queda e provavelmente alguns meses até o patrimônio voltar a encostar nesse número simbólico de novo. Bolsa tem dessas. Quando você acha que entendeu o jogo, ela vem e mostra que você é apenas um figurante bem comportado.

Mas tudo bem. No momento em que eu atingir o milhão, pretendo escrever um post específico sobre isso. Quero registrar o que pretendo fazer dali para frente, os sentimentos ao cruzar essa marca e também dar uma olhada na corrida até aqui. Porque, no fim das contas, a graça não está só na linha de chegada. Está na quantidade de tropeços elegantes que a gente dá no caminho.

Como de costume, vamos ao fechamento.

Vida Financeira

O aporte do mês foi de R$10.521 Alexandrinos novos.

Esse mês houve uma valorização de 1,31% no geral. Em ações, a alta foi de 1,99%. Já os FIIs subiram 2,89%.

Tempos atrás, tanto as ações quanto os FIIs estavam praticamente todos no vermelho. Um verdadeiro festival de números negativos, coisa que faria qualquer investidor questionar suas escolhas de vida.

Abaixo está a valorização desses ativos em ações brasileiras. A imagem está bem feiosa, mas cumpre seu papel.

Bora demonstrar os gráficos


Está perto do balanço “perfeito” de 40% e 60%. Mas confesso que estou pensando em deixar 50% e 50% entre renda fixa e renda variável. Um meio de campo mais confortável para a minha cabeça.

Vamos ver se consigo manter isso, porque nem todo o dinheiro eu trago para o Brasil. Uma parte eu deixo lá fora e compro ações ou ETFs. O motivo é simples: é um dinheiro que não volta. Ou pelo menos não tem previsão de voltar.

Então já fica por lá mesmo, trabalhando em dólar e vivendo sua própria vida financeira. Considero quase como um cidadão estrangeiro no meu patrimônio. Ele mora fora, investe fora e aparece aqui só para dar notícia de vez em quando.

Vida Pessoal

Bom, mais um mês com a Maluca e tudo continua indo muito bem. O curioso é como ela é completamente diferente da minha ex. Além de ser minha mulher, ela também é uma ótima parceira de rolê. Vamos a bares, shows, viagens e sempre nos divertimos bastante. No fim das contas, acabamos funcionando muito bem como dupla de bagunça organizada.

Infelizmente, os problemas que rondam a vida dela não são exatamente dela. São heranças familiares, daquelas que ninguém pede, mas aparecem mesmo assim. Explico melhor.

Eu escuto, dou alguns palpites quando ela pede e sigo minha vida. Não há muito que eu possa fazer, e mesmo que houvesse, provavelmente eu também não faria muita coisa. Sou bastante individualista com a vida. Acredito que cada um precisa resolver seus próprios problemas. Nem na minha família eu me intrometo muito. Normalmente apenas observo, faço algumas análises mentais e sigo o jogo.

Minha namorada é uma ótima pessoa e nossa convivência é excelente. O grande problema está na família paterna dela, especialmente no pai. É uma família carregada de problemas que parecem vir se acumulando desde o avô. Abuso, filhos cheios de traumas, um histórico que parece se repetir geração após geração.

Até hoje eu não entendo como a mãe dela conseguiu, ou ainda consegue, suportar aquele sujeito. O homem é uma verdadeira âncora na vida das mulheres ao redor dele. Humilha, maltrata, quebra as coisas, deve dinheiro para meio mundo, tem o nome sujo, não tem casa própria, mora de favor na casa da cunhada e, mesmo assim, ainda arruma energia para causar mais destruição.

Tenho quase certeza de que vários dos problemas de saúde física da Maluca e da mãe dela nasceram nesse ambiente. Anos vivendo sob pressão, estresse constante e convivendo com alguém que parece dedicado a tornar a vida dos outros mais difícil.

Mas também penso o seguinte: a culpa não é apenas dele. Chega um ponto em que continuar convivendo com pessoas que te puxam para o buraco passa a ser uma escolha. Mesmo sendo pai, mãe ou qualquer outro laço de sangue. Sangue não deveria ser corrente.

Progredir na vida já é difícil por natureza. Agora imagine tentar avançar carregando nas costas pessoas que funcionam como uma âncora de navio. Não tem planejamento financeiro, disciplina ou terapia que compense esse tipo de peso.

De resto, tudo fluindo bem.

Até a próxima, senhores.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Brasil é o país do futuro


Desde 1941, repete-se como um mantra mofado a frase: “O Brasil é o país do futuro”. Futuro. Sempre o futuro. Enquanto isso, o mundo andou.

O Japão saiu completamente destruído da Segunda Guerra Mundial, com duas bombas atômicas no currículo, e virou uma potência tecnológica global.
A Alemanha, dividida, arrasada e moralmente devastada, reconstruiu-se e tornou-se o motor econômico da Europa.
A Coreia do Sul, que nos anos 1960 era mais pobre que muitos países africanos, transformou-se em referência mundial em tecnologia e educação.
Singapura, um pântano sem recursos naturais nos anos 1960, virou um dos países mais ricos e organizados do planeta.
A China, mergulhada na miséria extrema até os anos 1970, tornou-se a segunda maior economia do mundo.

E nós? Continuamos repetindo a mesma frase, como se esperança fosse plano de governo.

A verdade é que este país parece ter desistido de ser nação para se acomodar como uma grande fazenda moderna: poucos senhores privilegiados e milhões sustentando a estrutura com impostos sufocantes. Nós, os pagadores de impostos, somos espremidos até a última gota. Eu gosto do Brasil — do povo trabalhador, da cultura, da energia — mas odeio profundamente a forma como tudo aqui é conduzido. Do cidadão que acha esperteza furar fila ou levar vantagem ao sistema inteiro que institucionalizou a ineficiência.

Com o chamado “caso Master”, o que antes ainda deixava espaço para dúvida sobre a seriedade das instituições, agora escancara um problema estrutural. A Justiça, já conhecida por sua morosidade e distância da realidade do cidadão comum, passa a imagem de um sistema que protege os seus e pune os de sempre. A sensação é de que as regras não são iguais — e isso corrói qualquer noção de República.

O Brasil virou um país que provoca revolta. Uma população exausta, dividida, anestesiada por promessas e paliativos, enquanto quem produz e paga a conta trabalha no limite. Há um cansaço coletivo no ar. Um barril de pólvora? Talvez. Ou talvez apenas um povo cansado demais para reagir.

Fala-se em mudança, mas o debate político parece um eterno retorno ao mesmo duelo pobre de ideias e rico em acusações. De um lado e de outro, lideranças que parecem mais interessadas em vencer do que em construir. E o país, sempre refém da polarização rasa.

O problema não é falta de potencial. Nunca foi. O problema é a cultura política da impunidade, do privilégio e da mediocridade institucionalizada. É o Estado inchado que exige cada vez mais e entrega cada vez menos. É a máquina que suga até a última fibra produtiva e ainda pede aplausos.

O Brasil não é o país do futuro. É o país da CORRUPÇÃO.

Se não houver ruptura com a cultura da corrupção, da complacência e do privilégio, o futuro continuará sendo apenas isso: uma palavra bonita usada para adiar responsabilidades

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Fechamento de Janeiro de 2026 R$ 962.303,00 ou R$ +45.815,00 ou +5%

Fala, nobres pagadores de impostos de Alexandrinos ou meros servos escravos de Tofolândia. Como estão sobrevivendo?

Hoje o blog completa 10 anos desde o primeiro fechamento. Sim, isso mesmo. Uma década escrevendo bobagens financeiras na internet e, surpreendentemente, ainda esxtou aqui. Mais surpreendente ainda é que estou próximo do tão sonhado milhão, aquele que só existe na planilha, mas já ajuda a dormir melhor.

Fuçando os arquivos antigos, vi que eu postava prints do Microsoft Money 99. Sim, noventa e nove. Um aplicativo jurássico de controle de finanças pessoais que eu usava religiosamente. Aliás, usei esse software por muitooooosss anooosss. 

Eu anoto absolutamente tudo o que gasto desde os meus 18 anos. Tudo mesmo. O problema é que, com tantas trocas de software, sites milagrosos e aplicativos modernos cheios de bugs e promessas vazias, acabei perdendo todo esse histórico. Anos de disciplina financeira jogados no limbo digital. Pelo menos ficou o trauma e a paranoia de continuar anotando cada centavo.

Vida Financeira

Parece que a bolsa resolveu praticar salto com vara. Só as ações deram um pulo impressionante de 4,26% no mês, coisa fina, daquelas que fazem o investidor iniciante achar que é gênio.

O saldo da carteira como um todo ficou em 3,17% no mês. Se fosse todo mês nesse ritmo, seria maravilhoso. Já estaria escolhendo a cor do iate e discutindo problemas sérios, como onde estacionar o helicóptero. Será que já posso começar a vender curso de investimentos?

Um dado curioso é que eu sempre vinha apanhando do famoso CDI. Pelo gráfico da minha corretora, faz uns três meses que ando conseguindo superá lo. Nada que justifique soberba, claro. Mas já dá aquele leve sorriso de canto de boca, típico de quem sabe que isso pode acabar a qualquer momento.



Vida Pessoal

Completou se um mês morando junto com a Srta. Maluca. Estamos muito bem. Nada de brigas e uma convivência surpreendentemente civilizada, o que por si só já é uma grande vitória estatística.

Recebi um aumento de salário no trabalho. Pela minha excelente performance, vieram generosos 4% de aumento. Confesso que fiquei bem decepcionado com o percentual, considerando tudo o que já colaborei com o sistema. Inclusive, praticamente salvei o projeto com soluções que hoje se perpetuam no sistema. Mas a regra da empresa é clara e imutável. Para pessoas com super desempenho, o prêmio máximo é esse mesmo. Meritocracia feelings.

Tive também um acidente doméstico feio e quase fui de arrasta. Estou me recuperando e, pelo visto, ficarei de 15 a 30 dias longe da academia. O corpo cobra, a idade responde e a ficha demora a cair.

De mais, é isso, senhores.

Tenham um ótimo carnaval.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Fechamento de 2025

E aí, nobres senhores. Chegamos a mais um fechamento anual, aquele evento místico que só acontece a cada 12 meses e me obriga a comparar a minha performance na corrida rumo à aposentadoria.

Enquanto o mundo ainda não implode, seguimos juntando dinheiro para a velhice. Afinal, se tudo for para os ares, sem grandes problemas. No fim das contas, a terra nos come do mesmo jeito.

Essa é a imagem de 2025

No ano passado eu estava razoavelmente preocupado com o início na nova empresa. Já neste fim de ano posso dizer, sem medo de errar, que estou consolidado e muito bem posicionado por lá. A preocupação agora é outra, algo que simplesmente não existia no radar anteriormente. O crescimento da IA.

Curiosamente, no fechamento passado eu nem citei inteligência artificial. Hoje ela faz boa parte do meu trabalho. O futuro chegou, sentou na minha cadeira e ainda pediu café. A minha esperança é que, quando eu finalmente for substituído por um algoritmo educado e que não reclama, eu já tenha pelo menos 2 milhões em dinheiros. Por enquanto, não tenho nem 1 milhão, o que transforma essa esperança em uma preocupação bastante concreta.

Mas chega de filosofia e ansiedade financeira. Vamos aos números de 2025.

O rendimento foi de 12,52 por cento. Abaixo do CDI e abaixo da taxa Selic. Ou seja, perdi para o básico, para o simples e para o botão automático do banco.

Ano de novos recordes. 
- Maior aporte já realizado até hoje: R$ 159.586,90. No ano anterior tinha sido R$ 119.794,00 em 2024. Isso dá uma média mensal de R$ 13.298,90, um número bem acima da meta da minha planilha da corrida do milhão, que prevê um aporte mensal de R$ 3.592,56. A planilha sonha pequeno. Eu não.

Esse resultado se deve basicamente ao meu trabalho na gringa. Aqui no Brasil a coisa não anda muito amigável para desenvolvedores. Encontrar um trabalho que pague 12 mil reais virou quase uma lenda urbana, algo que todo mundo conhece alguém que conseguiu, mas ninguém nunca viu de perto.

Dito isso, não tenho absoluta certeza de como anda o mercado interno. Estou fora dele há três anos, tempo suficiente para perder completamente a noção da realidade local e passar a achar normal receber em moeda forte enquanto o caos reina ao redor.


- Maior valor de dividendos já recebidos: R$ 23.044,00. No ano anterior tinha sido R$ 15.622,00 em 2024.

Hoje estou recebendo um pouco mais de um salário mínimo por mês em dividendos. A média gira em torno de R$ 1.920,00, o que me deixa genuinamente feliz. É um dinheiro que cai sem eu precisar pedir bom dia para ninguém, nem abrir reunião no Teams.

O lado amargo é que isso já supera o que muitos aposentados recebem. Fico feliz pelo resultado pessoal, mas triste pela constatação. Vivemos em um país miserável, onde descansar depois de uma vida inteira de trabalho virou privilégio, não direito.





Sobre o colchão de segurança, não fiz nenhum aporte ao longo do ano. Hoje o valor está em R$ 43.413,00. No ano passado estava em R$ 37.977,00. Ou seja, foi apenas o juros fazendo o seu trabalho silencioso, discreto e muito mais eficiente do que muita gente.

Bom, então é isso, senhores. Relendo o fechamento de 2025, percebo que não deixei nenhuma meta definida. O mesmo vale para agora. Talvez maturidade, talvez cansaço, talvez só falta de paciência para prometer coisas que a vida vai tentar sabotar.

Espero que em 2026 eu consiga superar 2025, embora não saiba se isso será possível. Preciso urgentemente fazer reformas na casa, aquelas reformas nada glamourosas, só manutenção mesmo. Pintura toda desgastada, algumas rachaduras meio suspeitas. Preciso resolver isso o quanto antes, antes que a casa decida se reformar sozinha.

O lado positivo é que existem algumas caixinhas que não entram nessa contabilidade. Dinheiro separado para fins específicos que acabaram não acontecendo ou sobrou. Um pequeno alívio psicológico para quando a realidade resolve cobrar juros emocionais.

Será que este ano eu chego ao Milhão? Estou bem próximo e absurdamente ansioso por isso. Tenho alguns gatilhos bem estranhos envolvendo esse número, assunto que fica para um momento futuro, quando eu estiver com menos preguiça e talvez um pouco mais introspectivo.

É isso, senhores.
Até breve.

Vou deixar uma música que retrata 2025 e o futuro de 2026.