terça-feira, 22 de setembro de 2026

Brasil o país dos Heróis

"Até a Máfia tem etica"

Quando comecei a entender um pouco, ou talvez nada, de política, lá pelos meus 14 anos, eu adorava assistir a debates. Adorava sonhar com o futuro glorioso do país. Era praticamente a mesma sensação de quando você joga na Mega-Sena acumulada e começa a fazer planos mirabolantes com aquele dinheiro que, muito provavelmente, nunca vai existir.

Você paga o jogo para sonhar. Essa é a verdade.

Mas, enfim, voltando à política.

Vamos ser sinceros: o FHC, ou melhor, os responsáveis pela criação do Real, foram os primeiros grandes heróis brasileiros da minha geração. Afinal, conseguiram livrar o Brasil daquela aberração chamada hiperinflação. Depois, veio a reeleição e a vida seguiu.

Logo em seguida, começou a surgir por aí a história de que um homem que nunca tinha trabalhado de verdade, vindo lá do Nordeste, seria o grande Herói Nacional. O homem que iria enfiar a faca nos patrões, defender com unhas e dentes o pobre coitado do Trabalhador e, finalmente, colocar o Brasil nos trilhos.

Talvez tenham surgido outros heróis nesse intervalo. Minha memória não é tão boa assim para acompanhar toda essa produção industrial de salvadores da pátria.

Até que apareceu um tal de Sérgio Moro.

Moro prendeu o Herói dos Trabalhadores e, imediatamente, ganhou sua própria capa de herói. Mais um grande salvador nacional nasceu. O homem que enfrentaria os poderosos, acabaria com a corrupção e colocaria os criminosos atrás das grades.

Só que, alguns anos depois, o herói virou rato.

E virou rato graças a um novo herói que surgiu depois de um ato com milhares de outros heróis, que ajudaram a jogar a Escolhida para fora do Planalto. De repente, qualquer pessoa ligada ao partido do Herói dos Pobres passou a ser tratada como lixo nacional.

Era hora de um novo salvador.

E eis que surge, das profundezas do baixo clero, um novo herói brasileiro.

Dizia-se que ele seria o Herói da Moralidade. Agora sim! Acabariam os ratos, a corrupção, a velha política e todos os males do país. Nascia o Herói Anti-Sistema.

Claro que havia um pequeno detalhe: o sujeito passou anos mamando nas tetas da República.

Mas isso era apenas um detalhe. Afinal, heróis não precisam ser coerentes.

E não era apenas ele. Toda a família parecia ter encontrado seu próprio caminho para o maravilhoso mundo da política brasileira.

Então veio uma onda de vírus.

E o nosso Herói da Moralidade fracassou.

Talvez porque fosse atlético e viril demais, resolveu tratar o vírus como uma mera gripezinha, dessas que se resolvem com água. Nem precisava ser benta.

Nova eleição.

E o Herói dos Pobres e dos Trabalhadores derrota o Herói da Moralidade.

Os fiéis do Herói da Moralidade, inconformados com a derrota, fazem uma anarquia e, no meio de toda aquela confusão, nasce mais um herói brasileiro.

Dessa vez, não era apenas um herói.

Era o Rei de todos.

O Herói da Democracia.

E assim foram passando os anos, até descobrirmos que o Herói da Democracia talvez não tivesse exatamente tanto de democrático e republicano quanto seus fiéis imaginavam.

Mas não há problema.

Porque o Brasil é uma fábrica de heróis.

E agora surge mais um.

O Herói de DEUS!!!!


Enquanto os heróis são trocados, presos, desconstruídos, canonizados e depois novamente demonizados, o povo continua lá.

Infeliz.

Esperando pelo próximo salvador.

Acreditando que, dessa vez, finalmente apareceu alguém diferente. Alguém que vai colocar tudo no lugar. Alguém que vai acabar com a corrupção, salvar a economia, defender o povo, destruir os inimigos e, quem sabe, transformar o Brasil no país do futuro.

De novo.

E de novo.

E de novo.

A verdade é que toda vez que se cria um herói, alimenta-se um Coringa.

E o mais curioso é que, no Brasil, parece que nunca faltam heróis.

Nem Coringas.


Música


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

E se eu me aposentasse hoje

E se eu me aposentasse hoje

E aí, senhores, tudo bom com vocês?

Depois de passar alguns bons anos perseguindo o milhão, finalmente cheguei lá. E, como todo bom ser humano que acabou de conquistar alguma coisa, a primeira pergunta que vem à cabeça não é “o que eu faço agora?”.

É:

E se eu parar de trabalhar?

Calma, chefe. Não estou dizendo que vou pedir demissão amanhã, colocar uma bermuda, comprar uma passagem só de ida para a Bahia e passar o resto da vida tomando cerveja olhando para o mar.

Embora a ideia seja tentadora.

A questão é outra. Depois de acumular um patrimônio considerável, comecei a pensar em quanto tempo esse dinheiro poderia sustentar minha vida caso eu decidisse, por algum motivo, simplesmente não depender mais do meu salário.

E aí entra a famosa regra dos 4%.

Resolvi fazer uma pequena experiência usando os meus próprios números históricos de rentabilidade.

Peguei um patrimônio inicial de R$ 1.107.359 e simulei o que teria acontecido se eu tivesse me aposentado naquele momento e começado a retirar dinheiro da carteira.

A ideia foi testar duas maneiras diferentes de aplicar a famosa regra dos 4%.

E o resultado ficou interessante.

A famosa regra dos 4%

Para quem nunca ouviu falar, a ideia é relativamente simples.

Você acumula um patrimônio e, no primeiro ano da aposentadoria, retira 4% dele para viver.

Se você tivesse R$ 1 milhão:

R$ 1.000.000 × 4% = R$ 40.000

Ou seja, R$ 40 mil por ano, ou aproximadamente R$ 3.333 por mês.

A promessa implícita é que, mantendo uma carteira diversificada e uma taxa de retirada razoável, o patrimônio teria boas chances de durar por um período bastante longo.

Obviamente, não existe mágica.

O mercado pode cair, você pode viver muito mais do que imaginava, pode gastar mais do que deveria, pode aparecer um governo querendo “ajudar” seu patrimônio a evaporar e, principalmente, os retornos não aparecem de maneira bonitinha e organizada.

Por isso achei interessante fazer o teste usando os meus próprios rendimentos históricos.

Minha carteira contra a aposentadoria

Nos dados utilizados na simulação, os rendimentos nominais anuais foram:

Ano Rendimento
201611,19%
201712,56%
20185,46%
201911,90%
202011,13%
2021−2,75%
2022−3,58%
202319,08%
20246,72%
202512,52%

Como dá para perceber, não foi exatamente uma linha reta.

Tivemos anos bons, anos ruins, dois anos consecutivos de queda e depois um baita retorno em 2023.

Ou seja, é justamente o tipo de sequência que torna esse tipo de simulação interessante.

Parti de R$ 1.107.359 e comecei a retirar dinheiro todos os anos.

Só que fiz de duas maneiras diferentes.

Fórmula 1: sacar 4% do patrimônio todos os anos

A primeira é a mais intuitiva.

Todo começo de ano eu olho para o patrimônio e penso:

“Quanto temos aqui?”

Depois pego 4%.

Se tenho R$ 1 milhão, retiro R$ 40 mil.

Se no ano seguinte tenho R$ 1,2 milhão, retiro R$ 48 mil.

Se tenho R$ 800 mil, retiro R$ 32 mil.

É simples.

O problema é que a renda para viver fica variando conforme o patrimônio.

Ano Patrimônio inicial Retirada anual Retirada mensal Rendimento Patrimônio final
16R$ 1.107.359R$ 44.294R$ 3.69111,19%R$ 1.182.053
17R$ 1.182.053R$ 47.282R$ 3.94012,56%R$ 1.277.265
18R$ 1.277.265R$ 51.091R$ 4.2585,46%R$ 1.293.135
19R$ 1.293.135R$ 51.725R$ 4.31011,90%R$ 1.389.175
20R$ 1.389.175R$ 55.567R$ 4.63111,13%R$ 1.482.079
21R$ 1.482.079R$ 59.283R$ 4.940−2,75%R$ 1.383.626
22R$ 1.383.626R$ 55.345R$ 4.612−3,58%R$ 1.280.768
23R$ 1.280.768R$ 51.231R$ 4.26919,08%R$ 1.464.084
24R$ 1.464.084R$ 58.563R$ 4.8806,72%R$ 1.499.958
25R$ 1.499.958R$ 59.998R$ 5.00012,52%R$ 1.620.185

O resultado é interessante.

Comecei com R$ 1,107 milhão.

Durante os dez anos, retirei aproximadamente R$ 534 mil.

E mesmo depois de todas essas retiradas, terminei o período com aproximadamente:

R$ 1,62 milhão.

Minha retirada mensal, que começou em aproximadamente R$ 3.691, chegou a R$ 5.000 em 2025.

Nada mal.

Mas existe um problema.

Se eu estivesse realmente aposentado, eu provavelmente não gostaria de chegar ao supermercado em 2025 e descobrir que meu dinheiro de aposentadoria compra menos coisas do que comprava em 2016.

A inflação existe.

E é aí que entra a segunda versão.

Fórmula 2: os 4% corrigidos pela inflação

Essa é a versão que acho mais interessante.

No primeiro ano, continuo retirando 4% do patrimônio.

No meu caso:

R$ 1.107.359 × 4% = R$ 44.294

Ou aproximadamente:

R$ 3.691 por mês.

Só que no ano seguinte eu não olho novamente para o patrimônio para calcular os 4%.

Eu simplesmente pego os R$ 44.294 e corrijo pela inflação.

Se a inflação foi de 6,29%, a retirada passa a ser:

R$ 44.294 × 1,0629 = R$ 47.081

E faço isso ano após ano.

A ideia é manter o poder de compra da retirada.

Assim, se o patrimônio estiver subindo, ótimo.

Se estiver caindo, azar do patrimônio.

A aposentadoria continua recebendo sua correção pela inflação.

Ano Patrimônio inicial Retirada anual Retirada mensal Rendimento Patrimônio final
16R$ 1.107.359R$ 44.294R$ 3.69111,19%R$ 1.182.053
17R$ 1.182.053R$ 47.080R$ 3.92312,56%R$ 1.277.492
18R$ 1.277.492R$ 48.465R$ 4.0395,46%R$ 1.296.144
19R$ 1.296.144R$ 50.253R$ 4.18811,90%R$ 1.394.189
20R$ 1.394.189R$ 52.419R$ 4.36811,13%R$ 1.491.150
21R$ 1.491.150R$ 54.636R$ 4.553−2,75%R$ 1.396.966
22R$ 1.396.966R$ 60.133R$ 5.011−3,58%R$ 1.289.015
23R$ 1.289.015R$ 63.614R$ 5.30119,08%R$ 1.459.159
24R$ 1.459.159R$ 66.591R$ 5.5496,72%R$ 1.486.134
25R$ 1.486.134R$ 69.728R$ 5.81112,52%R$ 1.593.683

Aqui a coisa fica ainda mais interessante.

A retirada começou nos mesmos R$ 3.691 mensais.

Mas, graças à correção pela inflação, chegou a aproximadamente:

R$ 5.811 por mês em 2025.

Durante o período, foram retirados aproximadamente R$ 557 mil.

E ainda sobraram aproximadamente:

R$ 1,59 milhão.

Ou seja, depois de dez anos vivendo da carteira, eu ainda teria mais patrimônio nominal do que tinha quando comecei.

Mas qual das duas é melhor?

Calma.

Não vou cometer o pecado de transformar isso em uma competição de planilha e declarar um campeão.

As duas regras têm características diferentes.

Na primeira, retiro 4% do patrimônio todos os anos.

Isso faz com que minha renda acompanhe diretamente o tamanho da carteira.

Se o patrimônio cresce, posso gastar mais.

Se o patrimônio cai, tenho que apertar o cinto.

Na segunda, começo com os 4% e depois corrijo a retirada pela inflação.

Isso proporciona uma renda mais previsível em termos de poder de compra, mas coloca mais pressão sobre o patrimônio quando os mercados passam por períodos ruins.

E meus próprios números mostram isso.

Na primeira estratégia, terminei com aproximadamente R$ 1,62 milhão.

Na segunda, aproximadamente R$ 1,59 milhão.

A diferença não foi gigantesca.

Mas existe.

O detalhe que mais me chamou atenção

O mais interessante para mim não foi nem o patrimônio final.

Foi perceber quanto uma carteira de pouco mais de R$ 1 milhão poderia gerar para sustentar uma pessoa.

Começando com R$ 1.107.359, minha retirada inicial seria de aproximadamente:

R$ 3.691 por mês.

Com a correção pela inflação, essa renda chegaria a aproximadamente:

R$ 5.811 por mês em 2025.

E isso considerando apenas o patrimônio investido e os rendimentos históricos da minha carteira nesse período.

Agora vem a parte que me faz olhar para os meus próprios gastos e começar a fazer contas.

Se eu conseguisse manter minhas despesas próximas de R$ 5 mil a R$ 7 mil por mês, dependendo do estilo de vida, não estamos falando de um número completamente absurdo.

Estamos falando de algo que começa a parecer possível.

Não necessariamente hoje.

Mas possível.

E se eu realmente me aposentasse hoje?

Essa é a pergunta que fica.

Tenho pouco mais de R$ 1 milhão.

Se eu simplesmente parasse de trabalhar, provavelmente teria que mudar algumas coisas.

Não poderia continuar gastando como se meu salário fosse infinito.

Viagens teriam que entrar na planilha.

Restaurantes e bares também.

Carro, manutenção, saúde, casa e todos aqueles pequenos gastos que parecem insignificantes individualmente, mas que adoram formar uma quadrilha no final do mês.

E existe ainda um pequeno detalhe chamado:

eu gosto de continuar aumentando o patrimônio.

Depois de passar tantos anos correndo atrás do milhão, seria um pouco estranho chegar lá e imediatamente começar a correr na direção contrária.

Além disso, ainda quero chegar muito mais longe.

O milhão deixou de ser o destino final e virou apenas uma placa na estrada.

Então, por enquanto, a resposta é:

não, eu não vou me aposentar hoje.

Mas a pergunta ficou muito mais interessante.

Antes, eu pensava:

“Quanto preciso juntar para poder parar de trabalhar?”

Agora começo a pensar:

“Quanto tempo falta para o meu patrimônio conseguir pagar minhas contas sozinho?”

E existe uma diferença enorme entre essas duas perguntas.

A primeira coloca o trabalho como protagonista.

A segunda começa a colocar o patrimônio.

Talvez a verdadeira independência financeira seja exatamente esse momento em que você percebe que não precisa necessariamente trabalhar até morrer para pagar as contas.

O dinheiro começa a trabalhar no seu lugar.

E, sinceramente, depois de tantos anos trabalhando para ele, já estava na hora desse vagabundo começar a fazer a parte dele.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Ranking da Blogosfera - Agosto 2026

Ranking dos Blogs Financeiros — Setembro/2026

Ciclo referente aos fechamentos de agosto/2026

Segundo fechamento oficial do ranking, e o clima geral foi de "cada um no seu quadrado": quase ninguém trocou de posição em relação ao mês passado, com exceção de uma trocinha discreta lá no fundo do poço entre Investidor Urbano e Sr. Finanças Globais. Sinal de que agosto foi mais sobre viver a vida (com direito a reflexão sobre mortalidade, briga com a fazenda de café e freezer ameaçado por queda de energia) do que sobre reviravoltas no extrato.


Ranking Geral

Adeus escravidão — Acima de R$ 5.200.000,00

Nenhum blog nesta faixa neste ciclo.

Um ser livre — Entre R$ 2.500.000,00 e R$ 5.200.000,00

Pos. Blog Valor
Neto Financista do Velho Barreiro R$ 4.778.871,00
Caminho Para o Topo R$ 3.623.282,79
Investidor Ansioso R$ 2.500.004,59

Livrando das algemas — Entre R$ 1.000.000,00 e R$ 2.500.000,00

Pos. Blog Valor
Mendigo Investidor R$ 2.401.621,67
Investindo Desde 2012 R$ 2.006.228,00
Caminhando e Poupando R$ 1.285.073,49
Maluco Beleza Finanças R$ 1.107.359,00

No caminho da felicidade — Entre R$ 500.000,00 e R$ 1.000.000,00

Pos. Blog Valor
Poupador do Interior R$ 722.567,58
Investidor +30 R$ 635.927,71

Subindo o primeiro degrau — Entre R$ 100.000,00 e R$ 500.000,00

Pos. Blog Valor
10º Sou Poupadora R$ 479.888,72
11º Bilionário do Zero R$ 252.020,10
12º Soldado do Milhão R$ 146.507,21

Amador — Entre R$ 0,00 e R$ 100.000,00

Pos. Blog Valor
13º Investidor Urbano ~R$ 42.168,00
14º Sr. Finanças Globais R$ 40.000,70

Um ser livre — Entre R$ 2.500.000,00 e R$ 5.200.000,00

1º — Neto Financista do Velho Barreiro — R$ 4.778.871,00 (USD 921.193,00)

Segue tranquilamente no topo do ranking, e ainda por cima bateu recorde histórico em reais (R$4,78 milhões), o que é uma boa notícia se a moeda de referência da sua vida for o Real e não o dólar, porque em USD ele até perdeu o próprio recorde, cortesia da variação cambial. O post em si veio curtinho e quase sem falar de dinheiro: virou desabafo sobre cansaço com a política brasileira às vésperas da eleição, com direito à frase "não é possível que um ser humano honesto consiga defender a falência moral do atual governo" e confissão de que vai votar "bem triste", sem entusiasmo por ninguém. E repetiu a proeza de errar a numeração do mês no próprio post de novo, dessa vez até o corpo do texto saiu com "Fechamento do mês 7" em vez de 8, um recorde particular de desorganização que combina bem com o recorde de patrimônio.

2º — Caminho Para o Topo — R$ 3.623.282,79 (-0,45%)

Segue firme no vice-lugar do ranking geral, mesmo tendo fechado agosto no vermelho: -0,45%, com a carteira nacional e a internacional caindo praticamente de mãos dadas ladeira abaixo (-2,45% e -2,76%, respectivamente). Mas perder um mês desses é luxo de quem já garantiu o jogo: lucro acumulado de 44% na carteira nacional e 42% na internacional, ou seja, sobra gordura suficiente pra uma desvalorização dessas nem arranhar o sono. Do lado pessoal, o post seguiu o roteiro de sempre, mais tabela e gráfico do que vida real, e fechou com o mesmo mantra motivacional de todo mês: "a persistência e a determinação é o caminho para o topo". Resiliente até na falta de criatividade pra variar a frase de encerramento.

3º — Investidor Ansioso — R$ 2.500.004,59 (+4,88%) — subiu de divisão

Bateu a marca redonda e simbólica dos R$2,5 milhões com uma alta de quase 5% no mês, o suficiente pra cruzar a linha e estrear na divisão "Um ser livre", sobe de patamar sem sair do pódio, já que segue no mesmo 3º lugar geral de sempre, só que agora numa liga mais cara. A alta veio puxada por um combo gostoso de dólar mais forte, mercado internacional bombando e bitcoin subindo, ironicamente o tipo de mês que devia deixar qualquer ansioso mais tranquilo. Ele até aproveitou pra filosofar sobre juros compostos, dizendo que quanto mais tempo no mercado e menos giro na carteira, mais o dinheiro trabalha sozinho, sabedoria de quem já sofreu o suficiente pra aprender na marra. Só que a vida real não colabora tanto quanto o extrato: são 4 anos na mesma empresa e "desgastes que começam a doer", e mesmo com todo esse patrimônio ele reconhece estar "longe da FIRE", mas pelo menos sabe que saúde mental é linha vermelha inegociável, o que já é mais maturidade financeira do que a maioria tem.

Livrando das algemas — Entre R$ 1.000.000,00 e R$ 2.500.000,00

4º — Mendigo Investidor — R$ 2.401.621,67 (+3,53%)

Mês gordo (+3,53%) puxado por uma renda passiva de quase R$11.828 entre FIIs, aluguel e tesouro, provando que o nome do blog é ironia pura. Aproveitou o embalo pra escrever um textão comparando imóvel físico com FII usando um estudo de caso de 14 anos: quem comprou apartamento em 2012 chegaria a R$439 mil hoje, enquanto quem colocou a mesma grana em MXRF11 chegaria a R$626 mil, goleada do fundo imobiliário sobre o tijolo, o tipo de dado que separa churrasco de família em dois times. Meta pro resto do ano: aportar sem parar em FIIs e Tesouro Renda+ pra comprar carro, ambição rara nesse ranking de gente que só quer ver o patrimônio crescer sem gastar em nada.

5º — Investindo Desde 2012 — R$ 2.006.228,00 (+1,58%)

Passou a marca dos R$2 milhões "oficiais" com alta de 1,58%, mantendo o estilo zen de sempre mesmo estourando o próprio orçamento em R$853 no mês. O detalhe mais hilário do post nem foi financeiro: ficou preocupado com uma possível queda de energia que estragaria o freezer lotado, com prejuízo estimado entre mil e dois mil reais, a ansiedade do investidor de longo prazo às vezes mora nos detalhes mais domésticos possíveis. Sobre a eleição, repete o mantra "cenário muito aberto, não vou especular com isso" e segue "tranquilo e sem mudanças drásticas", já sonhando alto com outubro, quando promete iniciar a lendária "era dos superávits" pra recompor a reserva gasta com o freezer imaginário.

6º — Caminhando e Poupando — R$ 1.285.073,49 (+0,56%)

Mês de alta discreta (+0,56%), mas o financeiro ficou em segundo plano total num post pesado emocionalmente: descobriu que um criador de conteúdo sobre aviação que admirava foi diagnosticado com doença degenerativa sem tratamento e baixa expectativa de vida aos 59 anos, e ainda compartilhou a realidade difícil da própria mãe, que vive com paralisia, sonda e respiração assistida. Fechou o post com um "Memento mori!" e o conselho de aproveitar a saúde enquanto ela existe, o tipo de lembrete que faz qualquer variação percentual parecer pequena perto do resto da vida.

7º — Maluco Beleza Finanças — R$ 1.107.359,00 (+3,46%)

Boa alta de 3,46% no mês, mas o combustível real não foi rentabilidade e sim uma venda inesperada: se desfez da sociedade num salão de beleza depois que o sócio decidiu seguir outro emprego, tomando 40% de prejuízo no investimento mas evitando um desastre maior, dinheiro entrando de um jeito que ele nem esperava mais. Pra completar o mês apertado, fatura de cartão alta e gasto de viagem reduziram o aporte pra R$21.080. Segue no clima "setembro é o mês da corrida pro hospício" com a política nacional, sem grandes esperanças, mas pelo menos com o extrato levemente mais gordo.

No caminho da felicidade — Entre R$ 500.000,00 e R$ 1.000.000,00

8º — Poupador do Interior — R$ 722.567,58 (+1,53%)

Mais um mês tranquilo e acima do CDI (140,4% dele, pra ser exato), mesmo com os proventos desabando quase 48% no período, aporte de R$3.512,43 segurou as pontas. Fora da planilha, o economista amador dentro dele saiu pra cima de Lula sobre a dívida pública, argumentando que a comparação internacional simplifica demais o problema, e já vai se preparando mentalmente pra um ajuste fiscal que promete PIB mais fraco e desemprego subindo. No trabalho, mês difícil com projetos travados, mas férias à vista. E na academia, aceita numa boa que os 74,8kg não vieram acompanhados de ganho estético nenhum, corpo sem resultado visível é praticamente rito de passagem nesse ranking.

9º — Investidor +30 — R$ 635.927,71

Sem grande susto no mês, seguiu no ritmo de sempre: proventos acima de R$3.000 pelo quarto mês seguido (mesmo com a média anual ainda abaixo da meta inicial de R$3.175,89), aporte dividido entre ações e FIIs, mas com dor de cabeça pra rebalancear fundos imobiliários porque o ágio está travando tudo (P/VP acima de 1 em quase tudo que interessa). Algumas ações que chegaram a valorizar 100% recuaram pra "só" 30%, aquele tipo de lucro que ainda é lucro mas dói um pouco na comparação. Na vida pessoal, diz estar "bem", com duas viagens já planejadas pro resto do ano, sem drama nenhum dessa vez, o que é raro por aqui.

Subindo o primeiro degrau — Entre R$ 100.000,00 e R$ 500.000,00

10º — Sou Poupadora — R$ 479.888,72 (+R$ 23.761,97)

Confessa ter se "desligado completamente do mercado financeiro" nos últimos meses e ficou surpresa positivamente ao lançar os números na planilha e ver que mesmo no automático a rentabilidade veio boa, prova de que às vezes o segredo é não ficar checando o extrato toda hora. Credita a tranquilidade e o bom humor à receita simples de ETFs mais títulos IPCA+, disciplina sem drama. Fora das finanças, o assunto do mês foi o carro novo: consumo estabilizado em 10,63 km/l na cidade depois de quase 4 mil km rodados em modo econômico, porque parece que economizar é um estilo de vida que não fica só na carteira de investimentos.

11º — Bilionário do Zero — R$ 252.020,10 (+2,86%)

Post batizado "Agosto foi Top!", e o extrato confirma: alta de quase 3% no mês, entre rentabilidade de +1,63% e aportes de R$3.000 (R$1.000 em ações e R$2.000 em Tesouro/Nubank). Mais movimentado ainda foram os bastidores: criou um novo "Painel de Mercado" com indicador de amplitude, comprou mais 300 ações da Grendene (chegando a 1.000 no total), estreou em fundo de infraestrutura com as primeiras cotas de IFRA11 e ainda testou um resgate no Tesouro Educa+. Segue garimpando FIIs com ajuda de ChatGPT, prova de que até "bilionário do zero" delega trabalho pra inteligência artificial quando dá.

12º — Soldado do Milhão — R$ 146.507,21 (-2,98%)

Mês no vermelho (-2,98%) descrito pelo próprio autor como "caótico", com venda de GSFI11 e compra de TRFX11 no meio de uma reorganização de planilha que, segundo ele, atrasou até a publicação do post, ou seja, a bagunça financeira contaminou a bagunça da agenda também. Sem grande novidade de vida pessoal desta vez: o próprio processo de arrumar a casa (a planilha, não o apartamento) já tomou conta do mês inteiro, deixando pouco espaço pra qualquer outra fofoca.

Amador — Entre R$ 0,00 e R$ 100.000,00

13º — Investidor Urbano — ~R$ 42.168,00

Sobe uma posição no ranking geral só porque o vizinho de baixo (Sr. Finanças Globais) caiu mais forte, na prática, o "fechamento" dele continua fechando fatura de cartão, não patrimônio: título trazendo R$12.723,04 de despesas do mês, mantendo a mesma média de gastos de julho. Tivemos que juntar migalhas no corpo do texto (MXRF11, conta CDI no Mercado Pago e no Inter) pra chegar numa estimativa de ~R$42 mil investidos. Terminou de pagar o iPhone, reclamou do próprio gasto com app de transporte, compras online e restaurante, e chegou à conclusão sincera de que a meta de R$100 mil até o fim do ano está cada vez mais distante "por causa de despesas de relacionamento" — o nome do blog soa sofisticado, mas o patrimônio de ~R$42 mil ainda está no nível de quem começou a vida financeira ontem.

14º — Sr. Finanças Globais — R$ 40.000,70 (queda de ~R$9,5k / -19%)

Maior tombo percentual do ciclo: -19% no patrimônio, empurrando o blog pra lanterna do ranking geral. Parte da culpa recai sobre os "gastos exorbitantes com a fazenda" de café da família, aquele adversário recorrente de todo mês nesse blog, somado a uma aposta em Solana a partir de agosto que não rendeu o esperado. Ele mesmo reconhece dois problemas clássicos: dinheiro parado em conta corrente rendendo pouco e gasto de cartão de crédito subindo sem controle. Do lado bom, a empresa própria segue enxuta, sem despesas fixas com "funcionários sem graça" (nas palavras dele), e ainda sobrou tempo no mês pra casamento e despedida de solteiro(a), extrato no vermelho, agenda social nas alturas.

E assim se encerra o fechamento de agosto/2026, com direito a milionário confuso com o mês do próprio título de novo, freezer ameaçado por queda de energia, fazenda de café detonando patrimônio, dois lembretes pesados sobre mortalidade e um extrato que insiste em ser fatura de cartão. Catorze blogs, catorze histórias, quase tudo na mesma posição, mas ninguém disse que ranking precisa ter reviravolta todo mês. Se seu blog favorito ficou de fora, ou se você é blogueiro e quer entrar na próxima leva de fofoca financeira, é só aparecer nos comentários. Até o próximo fechamento!


Fonte: posts de fechamento mensal referentes a agosto/2026 (a maioria publicada entre 31/08 e 02/09/2026, com exceção do Bilionário do Zero, publicado ainda em agosto).

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Fechamento de Agosto de 2026 R$ 1.107.359,00 ou +37.045,00 ou +3,46%

Bom, mais um mês se foi e agora começa o mês da corrida ao hospício. Parece que vai ser a mesma coisa de sempre.

No último dia do mês, estamos acompanhando a grande ditadura do STF. Eu já disse: esse país está à beira do abismo. Parece que, a cada dia que passa, estamos caminhando em direção a uma catástrofe enorme. Eu não sei, mas me parece que, em algum momento, ou todos nós viraremos escravos (acho que já somos) ou teremos uma grande revolta popular.

Foi inaugurado o ranking da blogosfera. Confesso que gostei do resultado.

Vida Financeira

Esse mês foi bem ruim na questão econômica. O cartão estava alto + férias resultaram em pouco dinheiro para o aporte. A grande diferença foi uma receita não recorrente.

Lembram do salão que eu tinha? Pois então, a sócia resolveu não prosseguir mais devido a uma oferta de emprego em que o líquido mensal seria maior. Eu já ia fazer uma oferta para vender o salão para ela neste mês e acabou que os Deuses ouviram meu pedido. Então, foi pegar o pouco do saldo positivo que tinha para não sair tanto no prejuízo.

O prejuízo foi de 40%. Pelo menos não perdi tudo, mas, por outro lado, foi uma perda de 8k. Empreender neste país não é fácil, e eu sei disso porque tenho um outro projeto paralelo que vou tentar manter por mais um ano, mas talvez eu desista. Todo mês, na verdade, é um prejuízo para mim.

Dito tudo isso, graças à receita não recorrente, o aporte até que foi bom no fim das contas. Foram R$21.080,00 de dinheiros novos.

A carteira teve um rendimento de 1,46%, chegando a 6,34% de valorização no ano. Não está ruim, mas não está bom, está OK.

Notei que minha carteira de ações que estão na gringa já está quase o mesmo valor das ações no BR. Valorização no BR de 26%, na gringa de 34%.

Bora de gráfico



Vida Pessoal

Meu irmão foi à delegacia prestar depoimento sobre a alegação de estupro. Provavelmente, em breve teremos novas notícias sobre essa novela.

Fiz uma viagem para a Bahia com a Maluca. Foram dias incríveis. Apareceu uma promoção de passagens aéreas muito baratas e mudamos o destino. A viagem foi a costumeira viagem de férias. Precisávamos fazer essa pausa, pois nós dois estávamos enlouquecendo com o trabalho.

Mas confesso que, mesmo após as férias, nada mudou. Ando bastante desconfortável no trabalho, beirando ao desespero. Minha meta para a tão famosa FIRE é de R$2,5 milhões. Com os juros e, se eu conseguir me manter nesse emprego, provavelmente alcançarei esse valor em talvez 3 anos. Mas não sei se conseguirei. Cada dia está sendo tortuoso, mas vou aguentando o máximo possível.

Ao procurar por blogs, acabei me deparando com o blog da Aposentada aos Trinta e estou quase "zerando" o blog dela. Engraçado que ela começou a escrever após a aposentadoria, o que é raro, pois muitos escreviam durante o trajeto, mas não vi ninguém no pós-aposentadoria.

Devo admitir que o blog dela está me balançando muito a jogar tudo para cima. Mas, se eu seguir a regra dos 4% de retirada ao ano sobre o que tenho, daria um valor de R$3.666,66 por mês. É bem conservador, eu sei, mas o grande problema é ter só esse valor na velhice. Eu sei que o valor será corrigido, mas, na teoria, seria esse mesmo valor em termos de poder de compra daqui a 20 anos.

Esses 2 ou 3 anos a mais podem fazer toda a diferença e me levar a um valor de R$8.333,33 por mês. O que é um ótimo valor, seguindo a regra superconservadora dos 4%.

Obs.: Espero que, ao chegar nesse valor, eu não ache que R$8,3 mil seja pouco e queira dobrar a meta.

E o ranking foi ao ar em agosto, com os fechamentos de julho. Foi bom porque vi que existem alguns blogs sobrevivendo que eu não conhecia e que, em breve, vou começar a explorá-los. Gosto de ler desde o começo.


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Ranking da Blogosfera - Julho 2026

Ranking dos Blogs Financeiros — Agosto/2026

Ciclo referente aos fechamentos de julho/2026

É com a maior pompa e circunstância (e um café requentado na mão) que inauguramos oficialmente este ranking! A partir de hoje, uma vez por mês, vamos vasculhar os posts de fechamento de patrimônio de um bando de blogueiros financeiros corajosos o suficiente pra expor o extrato bancário pra internet inteira ver, e organizar tudo numa classificação por faixa de patrimônio — com direito a fofoca, deboche e um comentário sobre o "resto da vida" de cada um, porque só número em planilha é sono garantido. A partir do mês que vem tem gente que vai subir, tem gente que vai cair, e o narrador aqui vai comentar os dois casos sem dó.


Ranking Geral

Adeus escravidão — Acima de R$ 5.200.000,00

Nenhum blog nesta faixa neste ciclo.

Um ser livre — Entre R$ 2.500.000,00 e R$ 5.200.000,00

Pos. Blog Valor
Neto Financista do Velho Barreiro R$ 4.705.906,00
Caminho Para o Topo ~R$ 3.639.743,37

Livrando das algemas — Entre R$ 1.000.000,00 e R$ 2.500.000,00

Pos. Blog Valor
Investidor Ansioso R$ 2.383.618,20
Mendigo Investidor R$ 2.318.491,92
Investindo Desde 2012 R$ 1.975.971,00
Caminhando e Poupando R$ 1.270.834,65
Maluco Beleza Finanças R$ 1.070.314,00

No caminho da felicidade — Entre R$ 500.000,00 e R$ 1.000.000,00

Pos. Blog Valor
Poupador do Interior R$ 708.307,53
Investidor +30 R$ 631.130,07

Subindo o primeiro degrau — Entre R$ 100.000,00 e R$ 500.000,00

Pos. Blog Valor
10º Sou Poupadora R$ 456.126,75
11º Bilionário do Zero R$ 245.018,89
12º Soldado do Milhão R$ 151.004,01

Amador — Entre R$ 0,00 e R$ 100.000,00

Pos. Blog Valor
13º Sr. Finanças Globais R$ 50.163,00
14º Investidor Urbano ~R$ 37.000,00

Um ser livre — Entre R$ 2.500.000,00 e R$ 5.200.000,00

1º — Neto Financista do Velho Barreiro — R$ 4.705.906,00 (USD 929.690,00)

Abre o ranking já assumindo a liderança geral com força total, quase batendo a marca psicológica de USD 1 milhão. O clima do post foi de orgulho contido: ele foi literalmente perguntar pra uma IA quão raro é ser milionário em dólar (9% dos americanos contra míseros 0,23% dos brasileiros, segundo ele) só pra confirmar que está mandando bem. Reconhece com bom humor autoirônico que "fazer sobrar 500 mil reais num ano" não é bem a coisa mais fácil do mundo, e faz questão de contextualizar que já tem 40 e poucos anos e 2 filhos, ou seja, chegou lá, mas não foi da noite pro dia. Detalhe hilário à parte: até o título do próprio post ele errou o mês (saiu "06/2026" quando era pra ser julho), nem no auge do patrimônio o cara escapa de um probleminha de organização.

2º — Caminho Para o Topo — ~R$ 3.639.743,37 (valor estimado, não confirmado no texto)

Segundo lugar da categoria, e olha que nem foi fácil rastrear o valor dele (não deixou o patrimônio total explícito no post, só a valorização de 0,28%), então tivemos que fazer conta de padeiro somando com o mês anterior pra chegar nos quase 3,64 milhões. Financeiramente o mês foi de carteiras puxando em direções opostas: a internacional em CHF disparando (45% de lucro acumulado) segurou o time enquanto a nacional derrapou uns 2%. Fora as planilhas, o cara estava mais preocupado em postar foto de viagem e distribuir motivação genérica sobre persistência do que em prestar contas direito, católico com a fé, sonso com o extrato.

Livrando das algemas — Entre R$ 1.000.000,00 e R$ 2.500.000,00

3º — Investidor Ansioso — R$ 2.383.618,20 (-0,48%)

O nome já entrega o roteiro do mês: leve queda de meio ponto percentual na carteira por causa de um dólar mais fraco e do mercado externo de lado, mas ele manteve a taxa de poupança lá em cima, que é basicamente a única coisa que ele controla nesse mundo caótico. O post virou quase um telejornal de opinião: guerra entre EUA e Irã, desconfiança geral com bolha de IA, eleição brasileira se aproximando, déficit público, juros nas alturas e ainda sobrou tempo pra reclamar da seleção brasileira em Copa do Mundo. Ah, e está planejando férias em Toronto, porque, ansiedade à parte, o cara sabe aproveitar.

4º — Mendigo Investidor — R$ 2.318.491,92 (-1,35%)

Rentabilidade negativa no mês (-1,35%), mas a renda passiva de quase R$13 mil segurou as pontas acima do piso combinado, então nem tudo foi desgraça. O que rendeu mesmo foi o textão: virou aula sobre por que consórcio de carro é roubada disfarçada de organização financeira, seguida de reflexão sobre como a educação financeira que a gente recebe em casa às vezes está desatualizada. Pra fechar com chave de ouro, ele ainda tomou multa por saldo negativo na XP e deu um aviso sério sobre não confiar cegamente em IA para decisões de investimento, irônico, considerando quem está escrevendo esse ranking.

5º — Investindo Desde 2012 — R$ 1.975.971,00 (+1,08%)

Veterano da blogosfera (investindo desde 2012, o nome não é force) fechou julho com alta de 1,08%, puxada pela renda variável nacional bombando 3,46%, enquanto o lado internacional sofria com a fraqueza do Nasdaq e do dólar: ganhou aqui, "perdeu" um pouco lá fora. A confissão boa do post foi ele admitir que estourou o orçamento em R$150 por causa de saúde, classificando julho como "mês difícil de economizar", e a solução caseira pra compensar foi aproveitar uma promoção de marmita congelada, o que é praticamente o brasão de armas do investidor disciplinado. Postura declaradamente "zen" e sem previsão pra eleição ("tudo pode acontecer"), reforçando 338% de valorização acumulada em 14 anos, o tipo de gente que já viu filme suficiente pra não se afobar com nada.

6º — Caminhando e Poupando — R$ 1.270.834,65 (-0,41%)

Fechou julho no vermelho, ainda que só de raspão (-0,41%), com o autor chamando a bolsa brasileira de "cassino de sobe e desce constante" e continuando mesmo assim a fazer o feijão com arroz de aportar em RF IPCA+ 2032, porque disciplina não depende de humor. O highlight do mês foi o banco promovê-lo pro segmento "alta renda" depois de fuçar a carteira dele via open finance, e em vez de comemorar, ele já ficou desconfiado de tarifa de manutenção escondida, cético que só. Foi atrás de previdência privada pra aposentadoria, achou as taxas um assalto, e concluiu (corretamente) que o fundo Selic sem taxa do BTG rende mais que qualquer "plano especial" de banco grande, terminando o post pedindo ajuda pra achar esse fundo no aplicativo. Cassino ele reclama, mas a mesa ele sabe jogar.

7º — Maluco Beleza Finanças — R$ 1.070.314,00 (+5,62%)

Depois de dois meses de vermelho, veio a virada mais gostosa da categoria: +5,62% no mês, puxado pela carteira internacional bombando 9,41%. Mas o financeiro quase foi ofuscado pela novela pessoal: briga (já resolvida) com a "Maluca", troca de projeto no trabalho depois que um colega saiu, e uma conta de dentista salgada pra ele e pra mãe dele ao mesmo tempo, porque aparentemente dente ruim é hereditário e caro. Ainda deu tempo de xingar proposta de político sobre violência contra mulher e cogitar reviver a antiga "Corrida dos Blogs", e se ele topar, esse ranking aqui já tem um puxa-saco disposto a colar junto.

No caminho da felicidade — Entre R$ 500.000,00 e R$ 1.000.000,00

8º — Poupador do Interior — R$ 708.307,53 (+1,02%)

Líder tranquilo da categoria: mês de evolução sem sobressaltos, +1,02%, equivalente a 83,6% do CDI, nada empolgante mas nada pra se envergonhar. Fora da planilha, o cara estava mais entretido detonando o preço dos carros no Brasil e duvidando que elétrico/híbrido vingue fora de capital, além de ficar de olho torto na SLC Agrícola por causa do El Niño. No trabalho, negociou aumento e levou aquele feedback clássico de "você é muito direto", tradução: falou verdade demais pra gestor gostar. Compensou na academia, onde a evolução (73,3kg, mais força) pelo menos não depende de Selic.

9º — Investidor +30 — R$ 631.130,07 (+1,41%)

Traz o combo mais sincero do ranking: "julho foi um excelente mês na minha vida. Vida financeira? Não!". A carteira até subiu 1,41% com um aporte gordo de R$8.816,01, mas ele mesmo confessa arrependimento, já que o aporte comeu o orçamento da viagem por Minas Gerais, descrita como uma das melhores que já fez. E como se não bastasse a novela financeira, ele ainda anuncia que o término do namoro "mudou muito" a qualidade de vida dele, plot twist raro nesse ranking, onde normalmente é o extrato que causa alívio, não o fim do relacionamento. Além disso, está "desencantando" um pouco de aportar loucamente pra viver mais, e cogita entrar em cripto em agosto: vamos ver se o coração livre ajuda o bolso.

Subindo o primeiro degrau — Entre R$ 100.000,00 e R$ 500.000,00

10º — Sou Poupadora — R$ 456.126,75 (+1,38%)

Lidera a categoria com +1,38%, mas nesse mês quem carregou o piano foi o aporte (R$6.178,86) e não o rendimento, que ficou ridículo em +0,01%: na prática, ela trabalhou pra crescer, o mercado só ficou olhando. Tanto que teve que cortar a meta anual de R$660 mil pra R$500 mil, um "recalculando a rota" bem sincero. Entre uma planilha e outra, viajou pro Complexo Canjica no Tocantins e avaliou o carro novo (HR-V Touring, elogiado até no consumo de estrada), citando o mantra do Bastter de que "só o aporte salva", o que, cá entre nós, parece ser praticamente o lema pessoal dela agora.

11º — Bilionário do Zero — R$ 245.018,89 (valor informado manualmente)

Terceiro mês seguido no vermelho (-0,11% em julho), com a renda fixa sendo a vilã da vez, ironia de quem tem "bilionário" no nome sofrer justamente com título público. O valor exato nem saiu no post (ficou escondido numa imagem, então tivemos que confiar na palavra dele mesmo), mas os aportes de quase R$5.500 no mês mostram que a disciplina segue firme mesmo apanhando. Nos bastidores do blog, mais movimento que na carteira: testando vídeo gerado por IA, redesenhando o site e brigando com instabilidade da B3 pra conseguir os próprios dados, trabalhando mais pra escrever o post do que pra render a carteira.

12º — Soldado do Milhão — R$ 151.004,01 (-0,28%)

Andou praticamente de lado (-0,28%), mas ainda assim seguiu na missão de reduzir a dívida pessoal, que já caiu de R$188 mil pra R$179 mil, devagar, mas indo. Fez seu rebalanceamento de praxe, vendendo FII com 80% de lucro pra migrar pra outro, e segue no ritual de aportar uns trocados por dia em ações e Bitcoin, tipo quem alimenta um bichinho de estimação financeiro. Achou ainda tempo pra garimpar uma "pechincha": FII cotado a R$1,30 contra valor patrimonial de R$6,37, ou é visão de mestre, ou é aquele clássico "baratinho e vou entender depois por que está barato".

Amador — Entre R$ 0,00 e R$ 100.000,00

13º — Sr. Finanças Globais — R$ 50.163,00 (variação de -R$35k no PL, valor total informado manualmente)

Mês patrimonialmente neutro pra ele, com queda de R$35 mil no PL. Mas quem procurava drama financeiro ficou devendo, porque o verdadeiro novelão do mês foi a fazenda de café da família: reunião puxada resultou em plano de reestruturação via holding, previsão de 1.000 sacas rendendo R$1,1 milhão de caixa e ainda rolou um tour fotográfico melancólico de gado morto, planta seca e vazamento de diesel, agronegócio no Brasil não é pra amador. Fora isso, emprestou R$40 mil pra um amigo australiano (devolvido, respira aliviado), foi pra academia, viajou com a namorada e viu clientes da própria empresa cancelando serviço, aí o jeito foi apostar todas as fichas em automação e IA pra tentar bater R$100 mil por mês. Café, holding e coração ocupado: o extrato que se vire.

14º — Investidor Urbano — ~R$ 37.000,00 (valor aproximado, extraído do corpo do texto)

Segue firme na lanterna do ranking geral, e olha que nem foi fácil descobrir o patrimônio dele: o "fechamento" do blog não fecha patrimônio nenhum, fecha é a fatura do cartão: título com despesas de R$12.496,77 contra receita de R$14.362,89, e o total investido a gente teve que montar juntando MXRF11 com uns "cofrinhos" de CDI aqui e ali. O post em si foi mais sobre iPhone 17 Pro novo, compras no Shopee e móveis pro apartamento do que sobre investimento propriamente dito, regado a fim de um relacionamento e início de outro no mesmo mês, nome ambicioso, extrato e coração ainda em fase de estágio probatório.

E assim se encerra o fechamento de julho/2026, com direito a milionário confuso com o mês do próprio título, gente descobrindo fundo de previdência caro na marra, fazenda com boi morto e até quem confundiu extrato de patrimônio com fatura de cartão. Catorze blogs, catorze histórias, um único mês, e a régua já está calibrada pra medir quem sobe e quem escorrega em agosto. Se seu blog favorito ficou de fora, ou se você é blogueiro e quer entrar na próxima leva de fofoca financeira, é só aparecer nos comentários. Até o próximo fechamento!


Fonte: posts de fechamento mensal referentes a julho/2026 (a maioria publicada entre 31/07 e 13/08/2026).

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Fechamento de Julho de 2026 R$ 1.070.314,00 ou +56.909,97 ou +5,62%

E lá vamos nós para mais um fechamento de mês. A Copa do Mundo ficou para trás e agora vêm as emoções das eleições. Tomara que, desta vez, a disputa não fique novamente na mesmice do "Velho e Sempre 9 Dedos" contra o "Família Rachadinha". Poxa, galera, vamos ser mais criativos.


Mas bora lá.

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado, atual governador de Goiás, apareceu com uma proposta para lá de estúpida. Na minha visão, ela amplia ainda mais os poderes concedidos às mulheres em determinadas situações, algo que considero pouco útil para resolver os problemas reais e que pode acabar sendo explorado por pessoas mal-intencionadas neste país onde a sensação de injustiça já é enorme.

Se essa proposta realmente sair do papel, pode ser que muita gente passe a pensar duas vezes antes de entrar em um relacionamento. Do jeito que as coisas caminham, daqui a pouco vai ter homem preferindo namorar homem para evitar dor de cabeça.

Não sei se vocês acompanharam, mas a proposta prevê que, em casos de violência contra a mulher, ela possa receber todos os bens financeiros do agressor.

Vida financeira

Depois de dois meses de tombo, que praticamente fizeram a carteira zerar o rendimento no ano, finalmente veio uma boa recuperação. Tudo isso graças às ações, que subiram impressionantes 9,41% apenas neste mês.

Foi realizado um aporte de R$ 10.808, sendo 70% em Tesouro Direto e 30% em ações na gringa. Levando em conta que, neste mês, tive um gasto elevado com tratamentos dentários para mim e para a minha mãe, até que o aporte ficou muito bom.

E agora vamos aos tradicionais gráficos.

Vida pessoal

No trabalho, depois de muito tempo convivendo com uma mistura de angústia e ansiedade, as coisas até que melhoraram. Muito disso graças à saída do meu par. Ele recebeu uma proposta, fez a entrevista, passou e foi embora para um novo emprego. Estava sofrendo tanto quanto eu e, quando apareceu uma oportunidade para sair do lamaçal, não pensou duas vezes.

Depois que ele comunicou a saída ao nosso ex Tech Lead, ele conversou com o dono da empresa e pediu para que tentassem entender melhor as minhas dores. No meio desse carnaval todo, o dono da empresa me propôs mudar de projeto.

Fui, mas, para a minha surpresa, lá também não tem praticamente nada para fazer. O desenvolvedor que está nesse projeto acorda às duas da tarde e não faz nada, simplesmente porque não existe demanda.

O mais curioso é que, depois dessa mudança, o projeto antigo acabou melhorando. O Tech Lead passou a me tratar melhor e hoje acabei ficando nos dois projetos. Em um deles realmente não há trabalho algum; no outro, pelo menos, começaram a aparecer algumas tarefas. Talvez eu consiga sobreviver por mais alguns meses. Em agosto também terei minhas férias, então já é alguma coisa para animar.

Do lado amoroso, eu e a Maluca tivemos uma pequena discussão. Na verdade, ela discutiu comigo. Mas nos resolvemos rapidamente. Também fizemos várias coisas legais juntos durante o mês e, no fim das contas, o saldo foi bastante positivo.

Talvez eu consiga fazer a volta da Corrida dos Blogs neste mês. Preciso começar a visitar alguns blogs novamente. Ainda nem comecei, mas, se conseguir encontrar uns dez para acompanhar, já estará de ótimo tamanho.

Então é isso, senhores.

Até breve.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

A volta da corrida da Blogsfera?

E aí, senhores! Tudo bem com vocês?

Estou pensando em fazer um post mensal, inspirado (mas não igual) ao que o Pobretão fazia. Ele publicava um ranking do valor dos patrimônios dos blogs e fazia alguns comentários sobre o fechamento de cada um.

Percebi que a blogosfera praticamente derreteu. Não estou encontrando mais blogs para acompanhar, e o meu Feedly anda bem vazio quando o assunto é novas postagens. Tenho quase certeza de que a maioria simplesmente "morreu". Até a lista de atualizações aqui no blog (na barra lateral direita) anda bem fraca.

Se você tem um blog ou conhece algum que valha a pena acompanhar, deixe a indicação nos comentários.

Os blogs devem atender a alguns critérios:

  • Publicar mensalmente o fechamento financeiro.

  • Também fazer o tradicional post de "como foi o meu mês", contando um pouco da vida pessoal.

  • Ter, no mínimo, seis meses consecutivos de postagens.

Ah, e se alguém já anda fazendo isso, me avisem.. daí eu só acompanho :-)