quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Brasil é o país do futuro


Desde 1941, repete-se como um mantra mofado a frase: “O Brasil é o país do futuro”. Futuro. Sempre o futuro. Enquanto isso, o mundo andou.

O Japão saiu completamente destruído da Segunda Guerra Mundial, com duas bombas atômicas no currículo, e virou uma potência tecnológica global.
A Alemanha, dividida, arrasada e moralmente devastada, reconstruiu-se e tornou-se o motor econômico da Europa.
A Coreia do Sul, que nos anos 1960 era mais pobre que muitos países africanos, transformou-se em referência mundial em tecnologia e educação.
Singapura, um pântano sem recursos naturais nos anos 1960, virou um dos países mais ricos e organizados do planeta.
A China, mergulhada na miséria extrema até os anos 1970, tornou-se a segunda maior economia do mundo.

E nós? Continuamos repetindo a mesma frase, como se esperança fosse plano de governo.

A verdade é que este país parece ter desistido de ser nação para se acomodar como uma grande fazenda moderna: poucos senhores privilegiados e milhões sustentando a estrutura com impostos sufocantes. Nós, os pagadores de impostos, somos espremidos até a última gota. Eu gosto do Brasil — do povo trabalhador, da cultura, da energia — mas odeio profundamente a forma como tudo aqui é conduzido. Do cidadão que acha esperteza furar fila ou levar vantagem ao sistema inteiro que institucionalizou a ineficiência.

Com o chamado “caso Master”, o que antes ainda deixava espaço para dúvida sobre a seriedade das instituições, agora escancara um problema estrutural. A Justiça, já conhecida por sua morosidade e distância da realidade do cidadão comum, passa a imagem de um sistema que protege os seus e pune os de sempre. A sensação é de que as regras não são iguais — e isso corrói qualquer noção de República.

O Brasil virou um país que provoca revolta. Uma população exausta, dividida, anestesiada por promessas e paliativos, enquanto quem produz e paga a conta trabalha no limite. Há um cansaço coletivo no ar. Um barril de pólvora? Talvez. Ou talvez apenas um povo cansado demais para reagir.

Fala-se em mudança, mas o debate político parece um eterno retorno ao mesmo duelo pobre de ideias e rico em acusações. De um lado e de outro, lideranças que parecem mais interessadas em vencer do que em construir. E o país, sempre refém da polarização rasa.

O problema não é falta de potencial. Nunca foi. O problema é a cultura política da impunidade, do privilégio e da mediocridade institucionalizada. É o Estado inchado que exige cada vez mais e entrega cada vez menos. É a máquina que suga até a última fibra produtiva e ainda pede aplausos.

O Brasil não é o país do futuro. É o país da CORRUPÇÃO.

Se não houver ruptura com a cultura da corrupção, da complacência e do privilégio, o futuro continuará sendo apenas isso: uma palavra bonita usada para adiar responsabilidades

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Fechamento de Janeiro de 2026 R$ 962.303,00 ou R$ +45.815,00 ou +5%

Fala, nobres pagadores de impostos de Alexandrinos ou meros servos escravos de Tofolândia. Como estão sobrevivendo?

Hoje o blog completa 10 anos desde o primeiro fechamento. Sim, isso mesmo. Uma década escrevendo bobagens financeiras na internet e, surpreendentemente, ainda esxtou aqui. Mais surpreendente ainda é que estou próximo do tão sonhado milhão, aquele que só existe na planilha, mas já ajuda a dormir melhor.

Fuçando os arquivos antigos, vi que eu postava prints do Microsoft Money 99. Sim, noventa e nove. Um aplicativo jurássico de controle de finanças pessoais que eu usava religiosamente. Aliás, usei esse software por muitooooosss anooosss. 

Eu anoto absolutamente tudo o que gasto desde os meus 18 anos. Tudo mesmo. O problema é que, com tantas trocas de software, sites milagrosos e aplicativos modernos cheios de bugs e promessas vazias, acabei perdendo todo esse histórico. Anos de disciplina financeira jogados no limbo digital. Pelo menos ficou o trauma e a paranoia de continuar anotando cada centavo.

Vida Financeira

Parece que a bolsa resolveu praticar salto com vara. Só as ações deram um pulo impressionante de 4,26% no mês, coisa fina, daquelas que fazem o investidor iniciante achar que é gênio.

O saldo da carteira como um todo ficou em 3,17% no mês. Se fosse todo mês nesse ritmo, seria maravilhoso. Já estaria escolhendo a cor do iate e discutindo problemas sérios, como onde estacionar o helicóptero. Será que já posso começar a vender curso de investimentos?

Um dado curioso é que eu sempre vinha apanhando do famoso CDI. Pelo gráfico da minha corretora, faz uns três meses que ando conseguindo superá lo. Nada que justifique soberba, claro. Mas já dá aquele leve sorriso de canto de boca, típico de quem sabe que isso pode acabar a qualquer momento.



Vida Pessoal

Completou se um mês morando junto com a Srta. Maluca. Estamos muito bem. Nada de brigas e uma convivência surpreendentemente civilizada, o que por si só já é uma grande vitória estatística.

Recebi um aumento de salário no trabalho. Pela minha excelente performance, vieram generosos 4% de aumento. Confesso que fiquei bem decepcionado com o percentual, considerando tudo o que já colaborei com o sistema. Inclusive, praticamente salvei o projeto com soluções que hoje se perpetuam no sistema. Mas a regra da empresa é clara e imutável. Para pessoas com super desempenho, o prêmio máximo é esse mesmo. Meritocracia feelings.

Tive também um acidente doméstico feio e quase fui de arrasta. Estou me recuperando e, pelo visto, ficarei de 15 a 30 dias longe da academia. O corpo cobra, a idade responde e a ficha demora a cair.

De mais, é isso, senhores.

Tenham um ótimo carnaval.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Fechamento de 2025

E aí, nobres senhores. Chegamos a mais um fechamento anual, aquele evento místico que só acontece a cada 12 meses e me obriga a comparar a minha performance na corrida rumo à aposentadoria.

Enquanto o mundo ainda não implode, seguimos juntando dinheiro para a velhice. Afinal, se tudo for para os ares, sem grandes problemas. No fim das contas, a terra nos come do mesmo jeito.

Essa é a imagem de 2025

No ano passado eu estava razoavelmente preocupado com o início na nova empresa. Já neste fim de ano posso dizer, sem medo de errar, que estou consolidado e muito bem posicionado por lá. A preocupação agora é outra, algo que simplesmente não existia no radar anteriormente. O crescimento da IA.

Curiosamente, no fechamento passado eu nem citei inteligência artificial. Hoje ela faz boa parte do meu trabalho. O futuro chegou, sentou na minha cadeira e ainda pediu café. A minha esperança é que, quando eu finalmente for substituído por um algoritmo educado e que não reclama, eu já tenha pelo menos 2 milhões em dinheiros. Por enquanto, não tenho nem 1 milhão, o que transforma essa esperança em uma preocupação bastante concreta.

Mas chega de filosofia e ansiedade financeira. Vamos aos números de 2025.

O rendimento foi de 12,52 por cento. Abaixo do CDI e abaixo da taxa Selic. Ou seja, perdi para o básico, para o simples e para o botão automático do banco.

Ano de novos recordes. 
- Maior aporte já realizado até hoje: R$ 159.586,90. No ano anterior tinha sido R$ 119.794,00 em 2024. Isso dá uma média mensal de R$ 13.298,90, um número bem acima da meta da minha planilha da corrida do milhão, que prevê um aporte mensal de R$ 3.592,56. A planilha sonha pequeno. Eu não.

Esse resultado se deve basicamente ao meu trabalho na gringa. Aqui no Brasil a coisa não anda muito amigável para desenvolvedores. Encontrar um trabalho que pague 12 mil reais virou quase uma lenda urbana, algo que todo mundo conhece alguém que conseguiu, mas ninguém nunca viu de perto.

Dito isso, não tenho absoluta certeza de como anda o mercado interno. Estou fora dele há três anos, tempo suficiente para perder completamente a noção da realidade local e passar a achar normal receber em moeda forte enquanto o caos reina ao redor.


- Maior valor de dividendos já recebidos: R$ 23.044,00. No ano anterior tinha sido R$ 15.622,00 em 2024.

Hoje estou recebendo um pouco mais de um salário mínimo por mês em dividendos. A média gira em torno de R$ 1.920,00, o que me deixa genuinamente feliz. É um dinheiro que cai sem eu precisar pedir bom dia para ninguém, nem abrir reunião no Teams.

O lado amargo é que isso já supera o que muitos aposentados recebem. Fico feliz pelo resultado pessoal, mas triste pela constatação. Vivemos em um país miserável, onde descansar depois de uma vida inteira de trabalho virou privilégio, não direito.





Sobre o colchão de segurança, não fiz nenhum aporte ao longo do ano. Hoje o valor está em R$ 43.413,00. No ano passado estava em R$ 37.977,00. Ou seja, foi apenas o juros fazendo o seu trabalho silencioso, discreto e muito mais eficiente do que muita gente.

Bom, então é isso, senhores. Relendo o fechamento de 2025, percebo que não deixei nenhuma meta definida. O mesmo vale para agora. Talvez maturidade, talvez cansaço, talvez só falta de paciência para prometer coisas que a vida vai tentar sabotar.

Espero que em 2026 eu consiga superar 2025, embora não saiba se isso será possível. Preciso urgentemente fazer reformas na casa, aquelas reformas nada glamourosas, só manutenção mesmo. Pintura toda desgastada, algumas rachaduras meio suspeitas. Preciso resolver isso o quanto antes, antes que a casa decida se reformar sozinha.

O lado positivo é que existem algumas caixinhas que não entram nessa contabilidade. Dinheiro separado para fins específicos que acabaram não acontecendo ou sobrou. Um pequeno alívio psicológico para quando a realidade resolve cobrar juros emocionais.

Será que este ano eu chego ao Milhão? Estou bem próximo e absurdamente ansioso por isso. Tenho alguns gatilhos bem estranhos envolvendo esse número, assunto que fica para um momento futuro, quando eu estiver com menos preguiça e talvez um pouco mais introspectivo.

É isso, senhores.
Até breve.

Vou deixar uma música que retrata 2025 e o futuro de 2026.



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Fechamento de Dezembro de 2025 R$ 916.488,00 ou R$ +21.656,00 ou +2,42%

 

E mais uma volta à Terra se conclui com "sucesso". O sucesso é só a volta mesmo.  O mundo parece caminhar com entusiasmo para um lado totalmente sombrio, como se fosse uma escolha consciente e bem planejada.

Enquanto isso, no país de Dias Alexandria, seguimos observando sem qualquer surpresa as movimentações curiosas, para dizer o mínimo, dos juízes brasileiros. Afinal, quando se é tratado como divindade, nada impõe limites. Nem a lógica, nem o bom senso, muito menos contratos milionários assinados com a maior naturalidade pelas suas estimadas esposas. Tudo absolutamente normal, claro.

Bom vamos ao fechamento do mês

Vida Financeira

Foram aportados R$ 11.236,00 em Alexandrinos novos. Tive gastos inesperados com o carro. Acabaram violando meu veículo e precisei arcar com alguns custos para consertá-lo. Dezembro também traz muitos gastos com mercado, por conta das compras de fim de ano e viagens.

Recebi incríveis R$ 6.397,00 apenas em dividendos de ações neste mês. Um marco.

A alocação foi de 65% em renda fixa e 35% em FII.

Seguem os gráficos:


Vida pessoal

Pela primeira vez, fui passar o Natal com a família da namorada. Foi um bate e volta rápido, porque na sexta eu precisei trabalhar. A passagem de avião foi baratinha. Eu estava bem cansado, e interações com outras pessoas são bastante estressantes para mim. Contava os minutos para voltar.

Teve confraternização com os amigos. Aí, para mim, as conversas são mais tranquilas. E foi isso, senhores.

A Maluca já está com toda a mudança para a minha casa. Estamos indo bem, e ela está com MUITO medo de eu dar um chute na bunda dela. Tanto que disse que eu tenho que aguentar pelo menos três meses, porque dá muito trabalho mudar.

Nada muito além disso.